A Marinha do Brasil concluiu o relatório de investigação sobre a morte do pescador Carlos Américo Duarte, de 59 anos, ocorrido no dia 1º de maio, no encontro dos rios Aquidauana e Miranda.
Conforme divulgado pelo portal Mídia Max, o assessor do governo de Mato Grosso do Sul, Nivaldo Thiago Filho de Sousa, foi considerado responsável direto pelo acidente de navegação, além de ter conduzido a embarcação “Mamba Negra” sob efeito de álcool e sem a habilidade necessária.
No documento, a conclusão é de que Nivaldo infringiu os incisos I, VII e IV do artigo 23 da Marinha: “conduzir embarcação em estado de embriaguez ou após uso de substância entorpecente ou tóxica”, com “velocidade superior à permitida” e “descumprir regra do regulamento internacional”. Nesta última, a decisão ainda afirma que Nivaldo não realizou manobra para evitar o abalroamento das embarcações.
A causas determinantes para o acidente foram a imperícia – falta de experiência – e imprudência – ausência de cuidado - do condutor da embarcação.
O documento prossegue dizendo que “restou comprovado nos autos que o mesmo [Nivaldo] conduzia a embarcação sem habilitação, em alta velocidade e após ingerir bebida alcoólica”. Além disso, o acidente que vitimou o pescador não foi a primeira vez em que Nivaldo dirigiu com irregularidades.
Ele foi classificado pela Marinha como “infrator costumaz, visto que sempre conduzia a embarcação sem ter os conhecimentos necessários, colocando em risco a segurança da navegação e a vida da própria família”. A atitude, considerada imprudente pelo julgamento, “contraria as regras de segurança da navegação e afeta a segurança a bordo, colocando em risco, que não tardou a ocorrer, as vidas a bordo”, finaliza o documento.