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Polícia identifica fakes que recebiam até R$ 6 mil para ofender políticos

?A internet deixa rastros. Se a pessoa faz isso e acha que não vai ser pega, é melhor desistir, pois a Polícia chega até o autor?, diz delegado

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (18) a operação Face to Fake, que identificou diversos grupos de pessoas que utilizaram perfis falsos nas redes sociais para denegrir candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2014.

 

Segundo os trabalhos da PF, as denúncias partiram dos candidatos Delcídio do Amaral, Nelson Trad Filho e Reinaldo Azambuja, que venceu a eleição.

 

De acordo com o Estado On Line, cerca de 80 policiais federais deram cumprimento a 18 mandados de busca e apreensão, sendo 15 na Capital, dois em Dourados e um em Bonito. Foram recolhidos computadores e a suspeita é de que até 20 pessoas tenham participação na rede de fakes utilizados para atacar políticos.

 

A investigação surgiu depois que os três principais candidatos ao governo de MS na campanha eleitoral de 2014 acionaram o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, que processou diversas reclamações de candidatos, partidos e coligações sobre ofensas dirigidas aos políticos por meio da internet em comunidades administradas por usuários fakes.

 

Os delegados Dante Egoraro Lemos e Marcelo Alexandrino de Oliveira, que conduziram os trabalhos, apontam que a produtora Macarena está envolvida no esquema de ofensas.

 

A Polícia Federal descobriu também que os envolvidos que estavam postando conteúdo ofensivo ganhavam de R$ 4 mil a R$ 6 mil por mês. Esses fakes tinham também ligação com partidos políticos.

 

De acordo com o delegado Dante, ?a internet deixa rastros. Se a pessoa faz isso e acha que não vai ser pega, é melhor desistir, pois a Polícia chega até o autor?.

 

Os envolvidos são pessoas de diferentes faixas etárias. O delegado Marcelo Alexandrino adverte que nas eleições municipais de 2016 haverá trabalhos para identificar perfis fakes que estejam fazendo ofensas a candidatos. ?As tecnologias para rastrear aumentaram muito e serão ainda maiores no ano que vem?, advertiu.

 

Ainda de acordo com o Site de Notícias, na operação de hoje, apenas aparelhos computadores foram apreendidos. As investigações vão continuar e quem for indiciado responderá por difamação, calúnia e injúria eleitoral, cujas penas variam de 2 a 4 anos de prisão e multa que vai de R$ 15 mil a R$ 50 mil.

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