Estiagem
Ladário e Porto Murtinho registram alturas muito abaixo da média em Mato Grosso do Sul; perspectiva é de piora em outubro
As pancadas de chuva dos últimos dias podem até ter dado um alívio no calor, mas não têm ajudado nada com relação aos níveis dos rios pela região, em especial o Paraguai. Com a estiagem prolongada também em Mato Grosso, o período de cheias do Pantanal vem sendo cada vez mais afetado pela falta de água nas nascentes e reflete em medições muito abaixo do normal.
O Centro de Hidrografia e Navegação do Oeste, da Marinha do Brasil, atualizou hoje a altura do Rio Paraguai nas diferentes réguas monitoradas. A tendência de queda acentuada permanece, especialmente em Ladário, onde o nível está em -0,1 m (variação de -0,02 m), e em Forte Coimbra, cujo registro atual está 2,57 m abaixo do normal para esta época e chega à impressionante marca de -1,24 m de altura.
Porto Murtinho também está em situação crítica, tanto com a seca no Rio Amonguijá, que tem sua nascente dentro do município, quanto pelo nível muito baixo do Rio Paraguai, atualmente alcançando 1,17 m na régua – 2,37 m abaixo do normal. Mesmo com algumas precipitações na cidade nesta terça-feira, a variação foi negativa e a altura caiu mais 1 cm.
Os dados assustam por terem sido alcançados mais rapidamente do que no ano passado, que trouxe uma das piores estiagens dos últimos 50 anos. Apesar de o período seco geralmente ir até setembro, não há previsão de grandes índices pluviométricos até o fim do ano, e outubro pode agravar a situação.
O Governo do Estado tem acompanhado a situação não só do Rio Paraguai, mas também do Paraná, que banha boa parte de Mato Grosso do Sul. Por conta disso, a navegação e as operações em ambos foram suspensas, como forma de evitar danos ambientais.
(Com informações do Campo Grande News)
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