Internacional

ONU pede 301 milhões de dólares em ajuda para Filipinas

Após passagem de supertufão, autoridades decretam toque de recolher em cidade destruída. Dez milhões foram afetados e 660 000 estão desabrigados

12/11/2013 14:15


A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo nesta terça-feira para arrecadar 301 milhões de dólares em ajuda para as vítimas do tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas no fim de semana. Oficialmente, o fenômeno deixou até o momento 1 744 mortos no país, mas estimativas apontam que o total pode chegar a 10 000. Além disso, 10 milhões de filipinos foram afetados e 660 000 estão desabrigados.  
 
"Acabamos de lançar um plano de ação centrado na alimentação, saúde, saneamento, alojamento, retirada de destroços e proteção dos mais vulneráveis. Este plano chega a 301 milhões de dólares", declarou a chefe das operações humanitárias da ONU, Valerie Amos. Ela elogiou a reação da comunidade internacional desde que o tufão Haiyan atingiu as Filipinas, mas disse que é preciso mais ajuda para socorrer os flagelados. "Sabemos que já há muita gente ajudando as pessoas, mas também sabemos que devido ao alcance do desastre, é preciso manter e ampliar essa ajuda", afirmou. A Cruz Vermelha, por sua vez, pediu 94 milhões de dólares para minimizar os efeitos da catástrofe. A organização disse que o dinheiro atenderá a 100 000 famílias com alimentos, água potável e abrigo. 
 
Por enquanto, o governo britânico se comprometeu a doar 17 milhões de dólares, enquanto a Austrália destinará cerca de 9,3 milhões dólares e a Nova Zelândia, 1,6 milhão de dólares. A Comissão Europeia anunciou que enviará 10 milhões de dólares, ao passo que a Alemanha enviou uma carga com 23 toneladas de ajuda em materiais e alimentos. O Japão mobilizou uma equipe de ajuda com 25 médicos e profissionais da saúde e afirmou que doará 10 milhões de dólares. Já o governo da China anunciou na segunda-feira uma ajuda menos substancial, de apenas 200 000 dólares.
 
O governo dos Estados Unidos reforçará a ajuda com o envio do porta-aviões George Washington ao país, que conta com 5 000 marinheiros a bordo. No domingo, cerca de noventa fuzileiros navais americanos saíram da base aérea de Okinawa, no Japão, e partiram em direção às Filipinas a bordo de duas aeronaves Hércules. O objetivo inicial da missão americana ?inclui busca e resgate marítimo de superfície, apoio com helicópteros de transporte, resgate aéreo e apoio em transporte e logística com aviões?, de acordo com o Pentágono.
 
Saques - Nesta terça-feira, o governo das Filipinas enviou veículos blindados, criou postos de controle e decretou toque de recolher na cidade de Tacloban, uma das mais afetadas pela catástrofe, em uma tentativa de acabar com os saques. As ruas da cidade permanecem repletas de cadáveres em decomposição e muitas pessoas armadas saqueiam os edifícios que ainda permanecem de pé. As autoridades estimam que apenas 30% das construções da cidade resistiram à força do tufão. 
 
O fenômeno chegou às Filipinas a uma velocidade de até 315 quilômetros por hora. Segundo os meteorologistas, o Haiyan é considerado o ciclone mais forte deste ano. A tempestade foi enquadrada na categoria 5, por apresentar ventos superiores a 250 quilômetros por hora.
 
China - A passagem do tufão também causou alguns estragos na China. Pelo menos doze pessoas morreram e outras doze continuam desaparecidas no país após a passagem do fenômeno, anunciou a imprensa estatal chinesa nesta terça-feira.

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