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Polícia vai apurar caso de pai de santo que tirou foto com tamanduá morto

Polícia Ambiental já fez Boletim de Ocorrência

18/08/2015 16:36


A Polícia Civil deve apurar o caso de um pai de santo que tirou uma foto junto com um tamanduá morto. Na fotografia, ele aparece atrás de uma mesa, com o animal esfacelado. De acordo com o major Ednilson Queiroz, da PMA (Polícia Militar Ambiental), após uma denúncia, os policiais da corporação foram até a casa do pai de santo.

 

De acordo com o Site Midiamax, os militares foram recebidos pela mulher dele, que disse que o animal havia sido encontrado morto na estrada e que já não estava mais na residência. Foi feito um boletim de ocorrência pela PMA, anexadas as fotos e o caso será encaminhado à Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista), que é responsável por investigar caso haja crime.

 

Conforme o major da PMA, a lei ambiental protege não somente o animal silvestre, mas também o subproduto, (o animal já morto), pois ele faz parte do ecossistema e vai continuar fazendo parte da cadeia alimentar. A punição também é valida não só para o caçador, mas também para quem altera este equilíbrio, retirando o animal morto do local onde ele está. O militar ainda alerta que o procedimento de recolher um animal já atropelado para taxidermizar também não é correto, pois pode estimular a caça.

 

Denúncia - Ainda segundo a reportagem, o Jornal Midiamax recebeu duas denúncias sobre o pai santo: a primeira, de que ele manteve uma mulher em cárcere privado em um centro de candomblé. A segunda, uma foto, na qual ele aparece com o tamanduá morto. O pai de santo preferiu não se manifestar sobre o caso.

 

Cárcere - A moradora de Mato Grosso registrou um boletim de ocorrência contra o pai de santo de Campo Grande. A mulher alega ter sido mantida em cárcere em um centro de candomblé na capital sul-mato-grossense, ter sido ameaçada e ainda, ficado sem diversos pertences usados em rituais da religião.

 

O registro continua com a mulher narrando que pagou R$ 18 mil antes de os rituais começarem, para custear mão de obra e materiais do ritual. Procurado, o pai de santo admitiu que conhece a autora da denúncia, mas preferiu não se manifestar sobre a denúncia.


redação