Mulher entra com ação judicial contra universidade de MS para colar grau

Neila entrou com ação para poder ter direito a qualificação também. Ao G1, UFMS disse que a instituição acata as decisões judiciais.

22/10/2015 13:00


Formada em Direito, a funcionária pública Neila Alves de 27 anos passou por momentos de angústia antes de ter a tão sonhada colação de grau. Ao G1, a mulher contou nesta quarta-feira (21) que precisou entrar com uma ação judicial contra a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para ter direito à graduação, que foi realizada no dia 28 de agosto de 2015.
 
Segundo ela, quando a instituição entrou em greve neste ano e ela ficou com medo de não conseguir se formar. Pois caso não colasse grau deixaria de receber uma qualificação, em dinheiro, de 25%.
 
A assessoria de imprensa UFMS disse ao G1, por telefone, que a instituição acata as decisões judiciais quando o acadêmico está com ?tudo certo? para colar grau, com documentos, notas em dia. A universidade ainda informou que, caso o aluno não esteja com documentos em dia, mesmo com ação judicial ele não pode colar grau. O que não foi o caso de Neila, já que a universitária colou grau neste ano.
 
?Se eu não colasse grau em agosto, em setembro começava a questão do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), então só colaria grau no outro ano. Para gente que trabalha, recebe qualificação, eu demoraria seis meses para receber algo que eu já tenho direito. Então entrei com o processo e a colação veio logo depois, no dia 28 de agosto. Agora temos até novembro para ter o diploma, por conta do período de 90 dias após a colação. O diploma já está pronto só faltou ser registrado?, explicou Neila.
 
Em relação a qualificação, Neila, que é funcionária pública, disse que após a colação de grau conseguiu um documento que atesta sua graduação. Ela relatou que não foi prejudicada e recebe a qualificação de 25%. ?Recebi a declaração que colamos grau, essa declaração já serve, recebo a qualificação. Eles [empresa em que trabalha] deram 120 dias para entregar meu diploma?, ressaltou.
 
Greve e desespero
 
?O principal motivo de entrar com a ação judicial foi por causa do Enade, e também por causa da qualificação dos 25%. Se eu não colasse grau até 31 de agosto deste ano, eu teria que fazer o Enade e só poderia colar grau em janeiro de 2016. E a qualificação só poderia ia receber depois de janeiro?, disse Neila, que contou ao G1 ter entrado com o processo contra a instituição no mesmo mês em que colou grau, em agosto.
 
?Com a greve a gente [univesitários] não ia colar grau, estava com suspensão de calendário acadêmico, por isso entrei com ação. Logo depois que entrei com a ação colei grau. Saiu a decisão, o juiz deferiu a liminar e citou a UFMS?.
 
Neila ainda disse que, além dela, cerca de 32 pessoas, também de sua sala, entraram com o processo para que pudessem ter o diploma em agosto. ?Trinta e dois alunos da minha sala colaram grau. Todos que colaram grau entraram com a ação?, completou.
 
Alívio
 
?Na última semana eu enlouqueci. Eu era da comissão de formatura, e no dia 21 agosto, 7 dias antes da colação ter acontecido, já tinha a sentença que eu ia colar grau, mas até o dia 26 estávamos na loucura, foi bem complicado?, comentou Neila. Aliviada, a mulher disse que ?está tudo bem agora, saiu tudo conforme o planejado?.

G1