Aventura na veia: aquidauanenses concluem 'Expedição Ilha de Marajó'

A bordo de um Jeep/Troller, Mac e Índio conheceram as peculiaridades da maior ilha fluviomarítima do mundo

20/11/2015 09:15


Apesar de já terem realizado vários tipos de aventuras a bordo de um Jeep/Troller, de cor vermelha, com bandeiras de todas as nações que já visitaram ao longo dos anos, sempre há algo novo para que possam conhecer. Desta maneira, os aquidauanenses Archibald Mac Intyre, o Mac, e Wilson Alves Corrêa, o Índio, tiveram sucesso na conclusão de mais uma viagem que fizeram juntos, a Expedição Ilha de Marajó, planejada desde março deste ano.
 
A dupla saiu de Aquidauana no último dia 25 de outubro, com a missão de encarar um percurso total em torno de 7.500 quilômetros. Após o registro simbólico de partida na Igreja Matriz, foi necessário encarar um grande trecho por asfalto até Belém (PA). Da capital paraense, eles seguiram rumo ao maior objetivo, conhecer a Ilha de Marajós. Com uma área de aproximadamente 40 100 km², esta é a maior ilha do Brasil e também a maior ilha fluviomarítima do mundo.
 
Para se chegar ao local, é necessário fazer uma travessia de balsa, saindo de Belém e navegando por cerca de três horas e meia pelo Rio Tapajós.  O cansaço foi grande, mas os aventureiros não desanimaram e tiveram a chance de verificar as condições socioeconômicas da região, a cultura regional, a culinária, os hábitos, o tipo de vida dos ribeirinhos, entre outros.
 
?Visitamos as praias ao leste e percebemos que o turismo ainda está se desenvolvendo na parte lesta da Ilha de Marajós, banhada pelo Rio Tocantins. As praias são os locais de maior procura, sendo todas com cenário quase deserto e poucas residências, a maioria de pescadores?, diz Mac.

Pantanal?
 
Na Fazenda Bom Jesus, os aquidauanenses encontraram um cenário muito parecido com o Pantanal, com criação extensiva de búfalos, garças nas lagoas, além de capivara, lobos-guarás e uma ave, de cor avermelhada, que não souberam identificar.
 
?Essa fazenda [Bom Jesus] é uma área de preservação ambiental. A proprietária é muito exigente quanto às pessoas que vão visitar o local, só foi permitida a nossa entrada porque alegamos que estamos fazendo uma expedição?, explica Mac. Ele e o parceiro Índio também conheceram a Fazenda São Jerônimo, onde fizeram uma trilha, em um percurso cheio de caranguejos das mais variadas cores.
 
Segundo a dupla, a região é conhecida pelas cheias em época de chuvas, razão pela qual as construções nos campos e nas vilas são em palafitas de aproximadamente dois metros, evitando que as casas sejam arrastadas pela correnteza e facilitando a saída de barco, outra semelhança com o Pantanal. Com o turismo ainda em fase de desenvolvimento, a principal atividade econômica é a pecuária, conforme Mac.
 
?O gado, tanto os bufalinos como os anelorados, é marcado e criado solto, faz-se tudo extensivamente. O respeito predomina entre os proprietários, mas já há registros de roubos na região. A comida mais comum é o maniçoba, de origem indígena, feito a partir do abate dos touros?. Ele e Índio também puderam apreciar os famosos lácteos (queijo e muçarela) feitos a partir do leite do búfalo.

Retorno
 
Após 13 dias de viagem - cinco na ilha e oito nas estradas -,  Mac e Índio retornaram para a querida Aquidauana, cheios de conhecimentos novos sobre a Ilha de Marajós. E com mais uma expedição concluída a bordo do guerreiro Jeep/Troller, já tão famoso na Princesa do Sul. E imaginando, claro, qual a próxima aventura que irão participar.

Da Redação