PM de Aquidauana prende homem por suspeita de estuprar menino com deficiência

Laudo médico confirmou que a criança foi vítima de violência sexual. Polícia Civil investiga o caso.

09/12/2015 11:00


A Polícia Militar de Aquidauana prendeu um homem, 51 anos, por estupro de vulnerável e porte de drogas, conforme informações divulgadas nesta terça-feira (08). O Copom (Central de Operações Policiais) recebeu uma denúncia de uma mulher na qual ela relatou que seu filho, 11 anos, esteve na residência do suspeito e voltou com um comportamento estranho, além de apresentar uma secreção na região anal. A mulher disse que a criança é portadora de deficiência.
 
As equipes do Getam (Grupamento Especializado e Tático em Ações Motorizadas) foram acionadas e entraram em contato com a mãe e o filho. Em seguida, os policiais se deslocaram até a casa do homem. Ele é conhecido da família e foi encontrado em visível estado de embriaguez.
 
O suspeito, inicialmente, negou os fatos, mas viu o cerco fechar e disse que apenas havia levado a criança para passear, parando com ela em um bar. Ele confessou que havia bebido, mas negou que tivesse praticado qualquer ato de violência contra a vítima. Na residência, foram encontradas duas trouxinhas de maconha, drogas que o morador do local também refutou que eram dele.
 
Com a divergência de informações, os PMs encaminharam a criança ao Pronto Socorro do Hospital Regional de Aquidauana, onde o médico plantonista emitiu laudo de que a criança havia sido violentada e que estava com hemorragia na região do esfíncter anal. O caso chocou até mesmo a equipe policial que participou da ação.
 
?Infelizmente, o caso é triste e nos comove muito, pois também temos filhos, mas trabalhamos na legalidade e reunimos a materialidade necessária para o desfecho do flagrante", contou o sargento que comandou as equipes do Getam.
 
O homem foi autuado em flagrante e apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana. "Cabe, agora, ao Instituto Médico Legal e à Polícia Civil prosseguirem com a investigação, concluírem o inquérito e denunciarem o acusado à Justiça, onde [ele] será julgado e condenado por seus atos?, completou o sargento.

da Redação