Saúde

Aquidauana: profissionais de Enfermagem vão entrar em greve

Segundo fontes, a paralisação resulta de atraso salarial

12/02/2016 10:30


O atendimento na saúde pública no país, como todo, não é dos melhores. . Quando um setor entra em greve, o que já é precário pode ganhar contornos de ocaos. E isto pode acontecer em Aquidauana, a partir desta sexta-feira (12). A categoria de enfermagem de uma das referências no município e que presta serviços também a pacientes de Dois Irmãos do Buriti, Anastácio, Nioque, Miranda e Bodoquena, o Hospital Regional Dr. Estácio Muniz, está em greve. A decisão, tomada em assembleia geral realizada nesta sexta, começou a valer logo nas primeiras horas.
 
Segundo fontes ligadas à instituição, a paralisação resulta de atraso salarial. A folha de janeiro e o 13º salário não foram quitados. ?Até que tentamos negociar com a Prefeitura?, disse um dos ?hoje? grevistas, referindo-se ao órgão responsável pela gestão administrativa do Hospital que ao longo dos anos sobrevive com dificuldades. Conforme esta fonte, os representantes municipais não compareceram às reuniões de negociação agendadas pelos trabalhadores. Daí a inevitabilidade da greve.
 
Outro agravante é o não pagamento de dívida trabalhista, que passa dos R$ 500 mil. ?Esse valor foi resultado de ação judicial devido a atrasos de salários, férias e demais aj ustes trabalhistas. A sentença final ocorreu em maio de 2015, mas até agora essa dívida não foi paga?, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (SIEMS), Lázaro Santana.
 
Emergência
 
Como ?saúde é coisa séria? e a população não pode ficar refém dos entraves gerados entre as partes que a gerenciam, o movimento paredista resolveu estabelecer uma escala de emergência, que funcionará com um número reduzido de profissionais.  A estratégia continuará sendo usada até que as pendências com os funcionários sejam acertadas, segundo o diretor do SIEMS, Sebastian Rojas. 
 
"Tentamos evitar a paralisação, mas a situação tornou-se insustentável?, observa Rojas, que destaca a necessidade de um olhar carinhoso para com esses dedicados profissionais, que são chefes de famílias e têm compromissos financeiros.
 
Outro lado
 
O Pantaneiro entrou em contato com a diretora administrativa do Hospital Regional Dr. Estácio Muniz, Ana Lúcia Alves Corrêa, a Tuca.
 
De acordo com ela, a única dívida da Prefeitura é referente ao 13º salário, com prazo de pagamento fixado até 30 de março, conforme acordado com o Sindicato. A tendência é que o prefeito Zé Henrique assine, ainda nesta sexta-feira, um termo de compromisso para garantir o cumprimento do acordo.

da Redação