UEMS de Aquidauana organiza Museu de Solos

Sob coordenação de um professor da unidade de Aquidauana, trabalho contempla a riqueza da diversidade de solos sul-mato-grossense

11/05/2016 08:35


Mato Grosso do Sul é rico em diversidade de solos - das 13 classes de solos existentes no Brasil, o Estado possui doze. Pensando em catalogá-los e estudá-los, um professor da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) está organizando um "Museu de Solos" na unidade de Aquidauana - tradicional em estudos agronômicos.
 
No doutorado, o professor Jolimar Antonio Schiavo despertou o interesse para o estudo da Pedologia (ciência que estuda o perfil e a formação dos solos). Depois que começou a lecionar na UEMS, já coletou, juntamente com sua equipe, três exemplares de solos de MS, mas a previsão é ter 18 perfis das diferentes regiões do Estado.
 
O SiBCS (Sistema Brasileiro de Classificação de Solos) trabalha em modo de hierarquia. Vai do primeiro nível hierárquico, ordem ou classes (que é o mais generalista) até o sexto nível, que são as séries (especifico e direcionados para o manejo sustentável do solo).
 
?Daí a importância de se classificar solos até este nível. Caso contrário, o manejo sai incorreto. Hoje, o SiBCS é contemplado com 13 classes de solos. O estado de Mato Grosso do Sul, atualmente, apresenta 12 classes de solos?, explica.
 
De acordo com Schiavo, o principal objetivo da coleção de solos é ensinar aos alunos, de graduação e pós-graduação, como os solos se formam, como são classificados e qual o seu uso adequado, mas também, futuramente, abrir para visitação.
 
?Na aula prática, o aluno vê o solo ao ?vivo e em cores?, por meio de trincheiras, ou ?corte de barranco? às margens de estradas. Para isso são necessárias viagens, o que torna tal prática muito trabalhosa e onerosa. Ter um recorte de solo em sala de aula é um processo trabalhoso, pois é preciso abrir uma trincheira de dois metros de profundidade, coletar do solo e transportá-lo sem deformar?.
 
Por causa da extensão de Mato Grosso do Sul, algumas áreas são de difícil acesso (Pantanal), o que dificulta ainda mais o trabalho. O projeto é de longo prazo e ainda não teve recurso para fomentá-lo, por isto deve demorar para que chegue à fase de visitação. No Brasil, existem alguns museus de solos como, por exemplo, na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e na UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco).

da Redação