PMA autua 15 por pesca ilegal e mais 8 por outras infrações ambientais e aplica R$ 200 mil em multas

14/10/2016 11:50


A Polícia Militar Ambiental deflagrou, desde às 8h00 do dia 8 de outubro, com encerramento previsto para o dia 17/10 ? segunda-feira, às 8h00, a ?Operação Padroeira do Brasil?, contando com efetivo de 362 homens, dentro da operação Pré-piracema.
 
No dia 1 de outubro, a Polícia Militar Ambiental iniciou a operação pré-piracema de reforço à fiscalização nos rios do Estado, no intuito de prevenir e reprimir a pesca predatória, tendo em vista a proximidade do período de piracema e, portanto, quando vários cardumes já se encontram formados. 
 
Por esta razão, a quantidade de turistas e pescadores se intensifica, exatamente, em razão das facilidades de captura do pescado neste período. A Operação Pré-piracema se estenderá até o dia 6 de novembro.
 
Com os feriados prolongados desta semana (Dia da Padroeira e divisão do Estado), além da chamada ?Semana do Saco Cheio?, quando não há aulas em escolas e Universidades, a fiscalização, que já estava sendo efetuada com bastante intensidade, inclusive, com vários pescadores presos, foi aumentada nos rios, com uso de todo efetivo administrativo, durante a Operação Padroeira do Brasil.
 
FECHAMENTO DA PESCA EM MT (1º DE OUTUBRO) - Devido ao fechamento da pesca nos rios do estado vizinho de Mato Grosso, no dia 1 de outubro, o Comando da PMA prioriza a fiscalização na divisa com esse Estado, nos rios Correntes, bem como nas áreas mais longínquas do Pantanal, como Foz do rio Piquiri, rio São Lourenço, Cuiabá e Paraguai. Esses locais já são pontos extremamente preocupantes em que a PMA tem mantido fiscalização preventiva constante.
 
Apesar do fechamento da pesca no Estado vizinho, a PMA esperava uma intensificação de pescadores na região e destinou várias equipes de policiais, porém, até o momento, não houve incremento de pescadores além do normal no local. As equipes continuam na área até o fim da operação às 8h00 de segunda-feira (17).
 
Os comandantes das 25 subunidades empregam todo o efetivo no trabalho de fiscalização em suas respectivas áreas de atuação.
 
Quatro equipes da sede (Campo Grande) estão itinerantes, fiscalizando todos os tipos de crimes e infrações ambientais, em contato com as equipes de rios, para a movimentação de presos e materiais para as delegacias, caso aconteçam prisões em flagrante.
 
O Comando da PMA alerta às pessoas que se utilizem dos recursos naturais dentro do que permite a legislação, pois as penalidades administrativas e criminais são pesadas. As multas podem chegar a R$ 50 milhões e as penas criminais, até cinco anos de reclusão.
 
(BALANÇO PARCIAL) - Até o momento foram 15 autuações por pesca ilegal, sendo um pescador preso por pesca predatória. 77 kg de pescado foram apreendidos, quatro barcos e quatro motores de popa. As multas aplicadas por pesca ilegal foram de R$ 11.100.
 
Com relação aos petrechos ilegais foram apreendidos e retirados dos rios os seguintes: 11 redes de pesca, duas tarrafas, nove espinhéis e 245 anzóis de galho. A fiscalização intensificada é fundamental para a retirada desses petrechos proibidos, com alto poder de dizimação de cardumes.
 
Com relação aos outros crimes e infrações ambientais foram 13 autuações, com multas aplicadas de R$ 189.600.

Na última operação Padroeira do Brasil, a PMA autuou 25 pessoas e aplicou R$ 78.800 em multas.

Da Redação - Com informações assessoria