Mãe e sobrinho assumem negócios de empresário assassinado a tiros

03/01/2017 08:56


 
De portas fechadas desde que o proprietário Adriano Correia do Nascimento, de 33 anos, foi morto com três tiros pelo policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, de 47 anos, na manhã de sábado (31), o Sushi Express, na rua Rio Grande do Sul, volta a funcionar normalmente na próxima quinta-feira (5).
 
Já o segundo estabelecimento, o Madalena Sushi, na Marechal Rondon e que também era do empresário, segue fechado por tempo indeterminado, segundo os familiares. À frente dos restaurantes deverão ficar a mãe do rapaz, Mareli Correa do Nascimento, de 69 anos, e o sobrinho e sócio nos negócios Anderson Dias Souza, de 25.
 
?Vamos dar continuidade ao trabalho a que ele sempre se dedicou. A empresa que ele sempre deu o próprio sangue para administrar?, resumiu o sobrinho, que há 11 anos seguia os passos do tio, também nos negócios.
 
?Somos sócios desde quando ele começou no ramo de sushis. Trabalhávamos juntos, sempre estava ao lado dele nas horas difíceis. Então vamos cuidar primeiramente da gestão do Express e o Madalena segue fechado, mas só por enquanto?, afirma.
 
Para o empresário, além da saudade e a esperança de que a justiça seja feita, resta também o sentimento de gratidão ao dar continuidade no trabalho do tio. ?Ele era uma pessoa exemplar, sempre sorridente, não fazia mal a ninguém e também foi com quem eu aprendi tudo que eu sei?, conclui.
 
Tragédia - Adriano foi morto com dois tiros no peito e um no pescoço, após uma discussão de trânsito com o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon.Ele teria fechado a camionete Mitsubishi Pajero do policial, depois de desviar de um buraco na Avenida Ernesto Geisel, segundo familiares.
 
Ricardo confessou que efetuou disparos contra a Hilux que Adriano conduzia. Depois de ser atingido o empresário perdeu o controle da direção e colidiu um veículo contra um poste de iluminação pública, na avenida.
 
No carro seguiam também Agnaldo Espinosa da Silva, 48 anos, e um jovem de 17. Em depoimento, Ricardo disse à Polícia Civil que agiu em legítima defesa ao disparar sete vezes contra os ocupantes da Hilux.
 
Ricardo responde em liberdade pelos crimes de homicídio doloso, quando há intenção de matar, e por duas tentativas de homicídio.

Campo Grande News