Por Deus!

Taxista alvo de assalto em Anastácio fala dos momentos angustiantes que viveu

16/03/2017 09:48


Algumas horas depois, refeito do susto de uma situação que, para alguns, foi de “quase morte”,  o taxista Antonio Miguel Vicente, 73 anos,  21 de labuta nesta modalidade de trabalho, ganha forças para compartilhar um pouco dos momentos que passou, no início da tarde desta quarta feira, 15 de março de 2017, ao ser contatado por um eventual passageiro, para uma corrida. 

Segundo ele o vai-e-vem do moço, de 22 anos, já incomodou. Primeiro, foi orientado a ir na Nova Aquidauana. De lá, para a Rodoviária, novamente, onde foi abordado inicialmente. E da Rodoviária para o Hotel Fenix, na saída para Corumbá, em Anastácio.  “Desconfiado, tirei o cinco de segurança e mantive o carro em baixa velocidade”, disse.

Entrevistado pelo radialista Ronaldo Régis,  Seu Antonio destacou que estava com medo. Em sua cabeça raciocinava: “mataram um colega a pauladas, outro dia...” , lembrando o assassinato estúpido de José Bispo de Oliveira, no dia 17 de fevereiro último, a oito quilômetros de Anastácio. Foi quando ouviu:
- “É um assalto!”.

Sobre declarações do falso passageiro, J. A. da Silva, 22, de que “foi uma brincadeira”, ditas entre lágrimas, na Delegacia de Polícia, após ser preso, o experiente taxista tem lá suas dúvidas, afinal o mesmo cidadão destacou que estava sem dinheiro, por isto resolveu fazer a agressiva abordagem.  “A gente já trabalha com medo e aí ouve uma coisa dessa – É um assalto! – aí tem que tentar reagir de alguma forma, como fiz, e por Deus consegui me safar!”