Política

Em visita a MS, Kátia Abreu diz que Ciro vai ser governo de conciliação para o Brasil

A candidata a vice-presidente garantiu que Mato Grosso do Sul está entre os Estados que será um dos focos principais, em virtude da área estratégica de fronteira

03/10/2018 16:45


O candidato ao governo do Estado, juiz Odilon de Oliveira, recebeu, nesta quarta-feira, 03, a senadora Kátia Abreu, que concorre como vice-presidente na chapa do presidenciável Ciro Gomes, pelo PDT. Durante coletiva à imprensa na sede do partido em Campo Grande, pela manhã, ela falou das propostas do programa de governo que pretende tirar o Brasil e Mato Grosso do Sul do “fundo do poço”, quando se trata da segurança e corrupção. Kátia destacou também que Ciro é a opção para conciliar o país.

A candidata a vice-presidente garantiu que Mato Grosso do Sul está entre os Estados que será um dos focos principais, em virtude da área estratégica de fronteira. Questionada sobre a defesa nacional e o desenvolvimento na linha de fronteira, Kátia explicou que o programa pedetista está dividido em três eixos: combate ao crime organizado, prevenção e combate aos chamados crimes comuns e o terceiro eixo é o combate à violência contra mulher e o feminicídio.

“A ideia do Ciro é criar uma Polícia de Fronteira, que vai garantir não só a presença física, mas o monitoramento tecnológico, com equipamentos, que não custam nenhuma grande fortuna. O Brasil tem dinheiro para isso”, afirmou. A senadora detalhou ainda que os crimes federais serão de inteira responsabilidade da União, com investigação da Polícia Federal (PF). As penas serão cumpridas em presídios federais. Em caso de condenação, líderes de organizações têm de ir direto para os presídios federais. Não vai ter moleza para chefe de crime organizado”, assegurou a pedetista.

Para os chamados crimes, como assaltos e roubos a residência, os Estados terão no governo federal um parceiro. “As Polícias Militares receberão armas e treinamento. Além disso, vamos garantir a ampliar a inteligência policial”, exemplificou, ao citar o apoio que será dispensado aos Estados.

Outra grave situação enfrentada pela sociedade é a violência contra a mulher, além de combater as causas e garantir punição aos agressores, a candidata a Vice-Presidência explicou que o programa de governo do PDT vai garantir apoio psicológico e condições para que as vítimas tenham autonomia financeira, com a criação de novos empregos e renda para essas mulheres.

A força e a paz no campo

Kátia lembrou ainda que a eleição de Odilon para o governo vai garantir a retomada econômica do Estado, que é fundamental para o desenvolvimento nacional. “Aqui se tem a pecuária, aqui se planta grãos, se planta madeira. O Estado tem a cana-de-açúcar”, exemplificou, acrescentando que as políticas para o campo prevista no plano de governo pedetista contempla os assentados e o desenvolvimento da agricultura familiar.

A falar do agronegócio, a vice de Ciro no Palácio do Planalto reforçou o compromisso de promover a pacificação na questão agrária em Mato Grosso do Sul, com a conclusão da negociação com produtores na área da terra indígena Buriti, em Sidrolândia.

“É uma questão de orçamento. Os proprietários aceitaram a negociar, mas não houve acordo. Muitas vezes, os fazendeiros ficam com a fama de violentos, mas não é verdade. Eles preferiram se afastar em nome da paz. Nosso plano se resume nessas duas palavras, que às vezes estão fora de moda: paz e amor. “É preciso dialogar e evitar conflitos, criando condições de negociação. Eu não sou contra a reforma agrária, sou a favor do estado democrático de direito e contra invasões”.


Assessoria