Empatia

Crianças internadas puderam viver infância no projeto Brinquedoteca Hospitalar

Elas se desligavam do ambiente hospitalar por um momento para serem crianças

11/12/2019 17:33


As crianças em tratamento, que exige internação prolongada, puderam experimentar um pouco da “vida normal” neste segundo semestre do ano, graças ao projeto Brinquedoteca Hospitalar, realizado por acadêmicos de pedagogia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) de Aquidauana.

Segundo a professora do curso de psicologia, Helen Paola Vieira Bueno, o objetivo era atender as crianças que se encontravam internadas no hospital com atividades lúdicas, brincadeiras, jogos, leituras de livros e desenhos e pinturas, pois brincar é um direito da criança defendido por lei tanto na Constituição Federal como pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e deve ser assegurado tanto pela família, pela sociedade e pelo estado.

“O brincar aguçam a imaginação, exercitam a inteligência, estimula a autonomia, desenvolve a criatividade e a socialização entre tantas outras aprendizagens. E no ambiente hospitalar existem ainda outros fatores, pois o processo de internação hospitalar para a criança muitas vezes está ligado a dor e sofrimento. A brinquedoteca hospitalar tem o papel de diminuir a ansiedade frente a internação, amenizar o sofrimento da criança”, explica Helen.

O primeiro desafio, para a equipe, foi encontrar um espaço para realizar as atividades dentro da ala de pediatria. Depois, realizaram uma campanha de arrecadação de brinquedos e materiais. 

“As atividades desenvolvidas foram desenhos, pinturas, jogos pedagógicos, contação de histórias infantis, uso livre dos brinquedos e atividades lúdicas realizadas pelos acadêmicos do curso de Pedagogia, procurando sempre atender as limitações de cada criança internada no hospital”, detalhou a professora.

Para quem estava no projeto, quem mais aprendeu foram os acadêmicos, não as crianças. “Foi um grande aprendizado de empatia e com certeza inesquecível para o acadêmico de Pedagogia que teve a oportunidade de vivenciar essa experiência e para as crianças hospitalizadas e seus familiares”, concluiu Helen.

A ideia agora é que esse espaço funcione de forma autônoma, ou seja, mesmo sem a presença dos acadêmicos, que a criança hospitalizada possa brincar, desenhar e usufruir desse espaço que foi feito para ela.


Kamila Alcântara