Meio Ambiente

Laudo do Imasul conclui ser “fenômeno natural” material orgânico que obstruiu rio Miranda

O material orgânico espalhou-se por uma extensa área do rio, na altura da Ponte do Calcário, encobrindo quase toda a superfície

14/01/2020 18:19


A equipe de fiscalização do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) composta pelo engenheiro Diego do Carmo Brito, os gerentes Luiz Mário Ferreira (Fiscalização) e Leonardo Sampaio Costa (Recursos Hídricos) e pelo próprio diretor presidente do órgão, André Borges, estiveram no município de Miranda, nesta segunda-feira (13), para verificar a origem do material orgânico que obstruiu parcialmente o leito do rio Miranda. Baseando-se em imagens feitas por drone e verificação in loco, os técnicos produziram um laudo que atesta ter se tratado de um fenômeno natural o deslocamento dessa vegetação.

O material orgânico espalhou-se por uma extensa área do rio, na altura da Ponte do Calcário, encobrindo quase toda a superfície. Com auxílio de máquinas da Prefeitura de Miranda, o entulho foi retirado ainda no fim de semana, devolvendo a normalidade ao leito do rio, conforme atestam as fotografias feitas pelo drone do Imasul. Esse fenômeno já havia sido registrado em 2007, sendo noticiado por um jornal local, e está ligado às fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias. O leito do rio subiu de 3,86 metros para 5,28 metros em duas semanas. O CEMTEC (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), mostra que choveu 138,4 milímetros na região desde o início do mês até a segunda-feira (13).

O laudo produzido pelos técnicos do Imasul relata a situação verificada em três pontos diferentes do rio: na altura da ponte da MS-339, no distrito de Salobra, e na ponte da MS-345, no distrito de Águas do Miranda. As conclusões sobre a fiscalização no primeiro ponto do rio são as seguintes:

Com relação ao segundo ponto fiscalizado, na altura do distrito de Salobra, são essas as conclusões:

Já a vistoria no distrito Águas de Miranda resultou no seguinte:

Com base nas evidências colhidas in loco, os técnicos do Imasul concluem o laudo com as seguintes afirmações:

No laudo, os técnicos deixam claro que o fenômeno pode voltar a ocorrer, já que a previsão é de que as chuvas fortes continuem nas próximas semanas no Estado, e há muita vegetação nas margens do rio que pode ser arrastada pela força das águas.


Assessoria/Semagro