Superação

Foi vendendo salgados a R$ 1 que Tiririca mudou de vida

Com muitas dívidas e só trabalhando longe da família, produzir salgados transformou a historia de Edilson

28/01/2020 17:30


Há mais de três anos Edilson Velasques, hoje com 36 anos, viu todos os seus pertences se perderem por conta de dívidas. Mas, com apoio da família e de amigos, hoje o conhecido Tiririca de Aquidauana sustenta seus sonhos com a venda de salgados de porta em porta. 

Edilson compartilhou com O Pantaneiro como tudo começou. “Só faltou eu perder a casa, mas o resto foi tudo tentando pagar conta. Então, pensei em produzir salgados com uma massa de pão que minha esposa faz. Resolvemos fazer um teste e todos que experimentaram amaram”, lembra.

Porém, ainda ficou só no teste. Ele então foi passar um mês trabalhando de servente de pedreiro, quando voltou já começou a fazer os salgados junto com a esposa e, usando uma motocicleta emprestada do pai, saiu vendendo pela cidade.

Em um ano, com muita luta, Tiririca comprou o seu primeiro veículo, um Fiat Uno que apelidou de “Ketchup”. “As pessoas falavam que eu ia ter mais gastos vendendo em um carro, mas coloquei uma caixa de som em cima, gravei uma chamada no pen-drive e vendeu muito bem”, destaca.

Nessa época, os salgados custavam R$ 2, mas Edilson recebeu uma proposta de emprego fora dos salgados e foi tentar a sorte. Na sua visão, foi apenas algo para lhe tirar o foco, pois quando retornou com as vendas já tinha perdido todos os clientes.

“Orei a Deus e Ele me indicou vender salgados a R$ 1. Pensei que seria pouco e insuficiente para todos os gastos da produção e ainda sustentar minha casa, mas me surpreendi. Hoje consigo pagar os gastos, tenho a minha família trabalhando comigo, cada um com seu sustento, paguei minhas dívidas e vivo coisas que nunca imaginei. Tudo graças aos salgados”, relata emocionado.

O objetivo, daqui para frente, é a concretização de uma fábrica de salgados. “Eu sou grato por cada cliente que compra salgados, pois eles estão me ajudando. É gratificante saber que estou fazendo algo que as pessoas gostam”, concluiu. 

 


Kamila Alcântara