Incêndio

“Quem não morrer de Covid vai morrer asfixiado” dizem moradores de Corumbá

Nas redes sociais, as publicações mostram a preocupação com a fumaça

24/07/2020 15:00


Já passa de uma semana a batalha contra os incêndios no Pantanal sul, na região de Corumbá. Os moradores usam as redes sociais para demonstrar a revolta com a falta de posicionamento das autoridades e de quem se aproveita para queimar lixos em casa.

Para quem possui algum problema respiratório, a situação está caótica, pois a fumaça tomou conta da cidade e as unidades de saúde estão priorizando os atendimentos de Covid-19, mas os sintomas são praticamente os mesmos.

Coriza, falta de ar, muito cansaço e tosse também são sintomas de rinite e sinusite. “Eu estou a duas semanas diretas com alergia atacada e não melhora. Os sintomas são de Covid, menos febre”, relata Lana Fernandes, moradora do Bairro Aeroporto em Corumbá. 



Não suportando a situação, ela buscou uma unidade de saúde, mas não medicaram com os tradicionais remédios para alergia. “Fui parar no posto e não quiseram me medicar somente pra alergia, me encaminharam pra Santa Casa. Tudo está sendo tratado como Covid. No fim, fui fazer o exame ontem e deu negativo”, conta Lana.

Segundo informações divulgadas pelo G1 MS, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) afirma que Corumbá é a cidade com mais focos de incêndio no Brasil. Com 2.423 até a última quarta-feira (22). 

Ainda segundo o portal, em 48 horas foram 192 focos iniciados no município, que tem o tamanho territorial uma vez e meia maior do que todo o Estado do Rio de Janeiro.



“As queimadas em gigantesca proporção são do outro lado do rio Paraguai, no Pantanal mesmo. Mas na cidade tem uns sem noção que tão fazendo queimadas também, então a situação está caótica ao extremo aqui”, conclui Lana.

Aquidauana e região

Leitores do Jornal  O Pantaneiro relataram que alguns moradores também estão colocando foco em lixos nas residências. “Está quase impossível dormir com o tempo seco e ainda tem fumaça”, escreveu um leitor.

É importante destacar que a semana começou com um alerta de perigo para o tempo seco em Aquidauana e região, pois a umidade do ar está com o índice mínimo de 20%, sendo que o considerado saudável para o ser humano é de 60%.

 


Kamila Alcântara