Quem sai?

Odilon confirma minirreforma no 1° escalão e descarta lockdown em Aquidauana

Prefeito reeleito também aposta em parceria administrativa com a Câmara Municipal

18/11/2020 11:00


Reconduzido ao cargo de prefeito até 2024, Odilon Ribeiro (PSDB) pretende fazer mudanças no seu primeiro escalão. Em entrevista exclusiva ao Pantaneiro, ele informou, no entanto, que deve poupar aliados estratégicos em uma minirreforma administrativa e substituir aqueles que estiverem ‘cansados’.

“Grande parte do núcleo central do meu governo, a espinha dorsal, continua, mas eu devo fazer uma minirreforma e com certeza alguns vão ser trocados”, avisa, ponderando que “em time que está ganhando não se mexe”.

O tucano afirma que os próximos titulares devem ajuda-lo a angariar recursos e firmar novas parcerias. “Isso não pode depender só de mim como prefeito. O secretário também precisa ter sua liberdade e seu dinamismo. Temos que encerrar esse primeiro governo, fazer o fechamento das contas, mas vamos tocar uma gestão tão forte quanto a primeira”, acredita.

Parceria com o Legislativo

Com dois correligionários eleitos para a próxima legislatura da Câmara Municipal, Odilon aposta em uma base aliada forte e harmonia entre os poderes. “Fui um prefeito que sempre joguei às claras com a classe política e com a população. A gente precisa debater e chegar num entendimento para fazer a cidade progredir”, avalia.

Ele pondera que, com a eleição, perdeu alguns aliados, mas deve retomar a parceria administrativa. “Em momento de eleição, cada membro do Poder Legislativo faz suas escolhas. Uma dificuldade eleitoral faz parte do jogo democrático, perdemos alguns aliados, mas não vejo problema algum. Temos que jogar limpo sempre”, analisa.

Lockdown descartado

Com novo aumento no número de casos confirmados e internações por Covid-19 e a probabilidade de uma segunda onda de infecções no Brasil, o prefeito reeleito ‘passa a bola’ para a população e descarta lockdown em Aquidauana.

“Foi inevitável a entrada do coronavírus na nossa cidade, como foi no Brasil e no mundo, e me parece que uma segunda onda deve existir, mas vamos trabalhar para que ela não tenha tanto impacto assim, mas depende muito mais da população nos ajudar e nos auxiliar nisso”, afirma.

Ele conta com o apoio da imprensa e a sensibilidade da população para evitar medidas drásticas, como o lockdown. “Hoje, temos informações amplamente divulgadas na imprensa e precisamos nos cuidar. Espero não precisar tomar atitudes drásticas como foi o lockdown. Não devo fazer isso. Acho que o comércio tem que sobreviver e a população fazer a sua parte”, finaliza.


Da redação