Pantanal

Projetos de pesquisa em Corumbá recebem recursos da Fundect

18/11/2020 11:33


A Fundect aprovou e vai financiar dois projetos de professores do Campus do Pantanal (CPAN). Os projetos aprovados são: Herbário COR, Centro depositário de informação da biodiversidade vegetal do Pantanal sul mato-grossense coordenado pela professora do Curso de Biologia Maria Ana Farinaccio e o projeto Geopark Bodoquena-Pantanal: Ações estratégicas de geoconservaçao e projeto educacionais integrados para o fortalecimento e consolidação dos núcleos de Corumbá e Ladário do professor do curso de Geografia Aguinaldo Silva.

Para os pesquisadores é de suma importância a Fundect fomentar o desenvolvimento das pesquisas. O primeiro projeto tem como objetivo de fortalecer o Herbário do CPAN, que abriga em seu acervo informações sobre a biodiversidade vegetal do Pantanal sul-mato-grossense, altamente relevante para o desenvolvimento da pesquisa científica e de políticas públicas para conservação e monitoramento da biodiversidade de Mato Grosso do Sul.

A pesquisadora Maria Ana destaca que as coleções botânicas são indispensáveis para o estudo da biodiversidade vegetal, documentam elementos da flora de áreas preservadas e perturbadas; são imperativas em pesquisas taxonômicas e filogenéticas e essenciais na identificação precisa das espécies. Para o desenvolvimento do projeto, serão investidos R$71.000,00 entre recursos para custeio e capital.

Além de Maria Ana, o projeto conta também com os pesquisadores: Adriana Takahashi (UFMS); Santiago Urquiza; Suzana Maria Sales(CPAP); Bruna Gardenal Fina Cicalise(UFMS) e Allan Sciamarelli (UFGD).

O projeto vai seguir as seguintes etapas como: gerenciamento do projeto e da digitalização do acervo; Produção de um data paper; seleção das áreas e coleta de matérias, processamento da coleção; identificação das espécies coletadas, entre outras ações.

O Herbário do Campus do Pantanal (COR) iniciou suas atividades em 1982. Seu acervo passou por um processo de informatização graças as parcerias formadas com o Programa Reflora e INCT, Herbário Virtual da Flora e dos Fungos. De acordo com os pesquisadores, apesar de Mato Grosso do Sul apresentar grande diversidade de vegetação, é o Estado que possui a flora com o menor índice de coletas do Brasil. “Portanto, um programa de coleta, direcionado para áreas pouco ou não visitadas, associado a ampliação da capacidade de armazenamento e acondicionamento em coleção científica no Estado são de importante repercussão. Nesse contexto, esse projeto reverte-se de especial importância por contemplar expedições de coletas de material botânico, sua correta incorporação em uma coleção biológica, sua disponibilização em plataformas online e formação e capacitação de recursos humanos, tarefas que representam um avanço para a região e atende à demanda em conhecer a biodiversidade vegetal”, comentam.

O projeto do professor Aguinaldo, tem como objetivo a divulgação e conservação do patrimônio científico e geológico por meio da introdução do ensino de Geociências nas escolas e divulgação para população. Aguinaldo explica que geoparque é uma marca atribuída pela UNESCO a uma área onde ocorrem excepcionalidades geológicas que são protegidas e aproveitadas como elementos indutores de educação ambiental e de desenvolvimento sustentável.

De acordo com o pesquisador, um geoparque deve ter limites bem definidos; envolver uma área suficientemente grande para possibilitar o desenvolvimento sustentável; abarcar um determinado número de sítios geológicos de especial importância científica, raridade ou beleza e deve ter um papel ativo no processo de educação ambiental e, através do geoturismo, no desenvolvimento econômico.

“Atualmente a área do Geopark Bodoquena – Pantanal localizado em Bodoquena e na região de Bonito é muito bem estudada e divulgada, por isso é necessário trabalhar mais com a região de Corumbá e Ladário.  Deve-se atentar a respeito da importância das ações do Geoparque, como sendo atividades de reconhecimento cultural e que sempre agregarão valor a geodiversidade, a biodiversidade e a rica paisagem cultural. Desta forma, torna-se imprescindível projetos que produzem conhecimento e que este chegue até a população através de cursos de qualificação, palestras, inventariação da geodiversidade encontradas na área de estudo”, explica.

Para o pesquisador, é importante que a população tenha conhecimento sobre o patrimônio geológico da região de Corumbá. “Isso permite o desenvolvimento de atividades de reconhecimento cultural e agrega valor a geodiversidade e biodiversidade”, comenta. Para o desenvolvimento do projeto, serão investidos R$170.000,00 entre recursos para custeio e capital.

O projeto conta também com o apoio técnico de: Luciana Escalante Pereira (UFMS) e Marcos Vinicius Santiago Urquiza, além da participação dos pesquisadores: Detfel Hans Gert Walde(MEF/UFMS); Beatriz Lima de Paula Silva(UFMS); Frederico dos Santos Gradella(UFMS); Ivan Bergier Tavares de Lima(CPAP); Sidney Kuerten (UEMS); Lucí Helena Zanata(UFMS); Paulo Cesar Boggiani (USP); Edgar Aparecido da Costa (UFMS); Antônio Conceição Paranhos Filho(UFMS); Edson Rodrigo dos Santos da Silva(PPGGEO/ UFMS ), e como colaboradores: Tayrine Pinho de Lima Fonseca (PPGGEO/ UFMS) e Hudson de Azevedo Macedo.


Assessoria