Educação

IFMS é contrária ao retorno às aulas presenciais em março

Instituição diz que manterá as aulas não presenciais para os estudantes e o trabalho remoto para os servidores

09/12/2020 14:40


O IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) emitiu nota oficial onde se posiciona contra portaria do Ministério da Educação que prevê retorno às aulas presenciais em março de 2021.  A instituição se posiciona contrariamente ao retorno das aulas sem que estejam asseguradas as condições de biossegurança para proteger a saúde de servidores e estudantes.

O IFMS informa ainda que manterá as aulas não presenciais para os estudantes e o trabalho remoto para os servidores, com exceção de casos específicos nos quais não seja possível a execução das atividades à distância, seguindo as Diretrizes para Atividades Presenciais durante a Pandemia, elaboradas pela instituição.

A nota emitida pelo IFMS explica ainda que qualquer medida para o retorno das aulas só será tomada após orientação da Comissão de Organização de Campanhas de Conscientização dos Riscos e Medidas de Prevenção ao Coronavírus (Covid 19).

Criada em março deste ano, a Comissão é formada por servidores da área de saúde e de setores estratégicos da instituição e tem como principal atribuição analisar o quadro de pandemia no Estado, e nos municípios em que o IFMS atua, para orientar a instituição na tomada de decisões relacionadas às atividades de ensino e administrativas, no que tange as medidas de proteção à comunidade.

A última decisão do IFMS, publicada em 30 de setembro de 2020, definiu que as aulas teóricas continuam sendo ministradas de forma não presencial até 31 de dezembro de 2020, e que os campi têm autonomia para iniciar retomada de aulas práticas de laboratório e de atividades administrativas de forma gradual, conforme necessidades específicas, e respeitadas as normas de biossegurança definidas previamente.

“A portaria do MEC, neste momento, não leva em consideração a situação de pandemia em nosso Estado, com aumento do número de casos e de mortes. A decisão do ministério está desconectada do que a comunidade realmente precisa e, acredito, será modificada”, afirmou a reitora do IFMS, Elaine Cassiano.

(informações do IFMS)


Redação