Bem-estar

Câncer de intestino em mulheres aumenta cerca de 12%

Especialista explica como identificar os sintomas ainda no início da doença

15/09/2021 20:00


O câncer de intestino é o terceiro tipo mais frequente entre homens e mulheres, ficando atrás apenas dos de mama e próstata. A cor verde do mês de setembro é usada para chamar atenção para prevenção e rastreamento da doença, uma vez que o Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê para os próximos três anos um aumento na taxa de incidência no número casos de câncer de cólon e reto, em 10,19% em homens e 12,64% a mais em mulheres.

O médico endoscopista e professor do curso de Medicina da Uniderp, Thiago Alonso Domingos, explica que além de detectar a doença ainda em estágio inicial, muitas vezes é possível evitá-la. O especialista pontua ainda que hábitos não saudáveis contribuem para o aumento da incidência. "Sabemos que todo câncer surge a partir de mutações genéticas, em que ocorrem alterações no DNA da célula. No entanto, pesquisas demonstram que em mais de 70% dos casos de câncer de intestino, essas mutações são obtidas em função de hábitos nada saudáveis, como fumar, dietas desequilibradas, como as ricas em gordura animal e com poucas fibras", afirma.

O médico diz que a população deve ficar atenta aos sinais do corpo, com o intuito de realizar a investigação adequada, conforme orientação médica. Porém ressalta que todas as pessoas, mesmo que não tenham qualquer queixa relacionada ao aparelho digestivo, devem realizar colonoscopia preventiva a partir dos 45 anos de idade. "Durante a colonoscopia podem ser identificados os pólipos - pequenas lesões que são as precursoras da maior parte dos casos de câncer colorretal - e o endoscopista pode retirá-las com o próprio aparelho de colonoscopia, evitando o desenvolvimento de um câncer no futuro", complementa.

O especialista diz que sintomas que parecem simples também merecem atenção, como alterações intestinais (diarreia ou prisão de ventre), dores ou desconforto abdominal, perda de peso sem causa aparente, fraqueza ou anemia e alteração no formato das fezes. "Quaisquer manifestações que não sejam habituais devem ser verificadas, pois se diagnosticada no início, aumenta as chances de cura", pontua.

Segundo o professor de Medicina da Uniderp, a prevenção é a peça fundamental. Para que isso aconteça, ele dá algumas dicas de hábitos saudáveis que devem ser adotados no dia a dia. Os dados do Inca indicam que a adoção das práticas pode evitar até 37% dos casos. Confira:

- Evite bebidas alcóolicas;

- Tenha uma alimentação rica em vegetais;

- Diminua o consumo de carnes vermelhas;

- Busque por um peso corporal saudável;

- Mantenha uma via ativa, executando atividades físicas;

- Evite carnes processadas.


Uniderp