Campo Grande

Polícia identifica andarilho encontrado "mumificado"

Corpo estava preservado dentro da estrutura de um viaduto

21/09/2021 12:59


Uma situação bizarra que aconteceu na tarde de sábado (18), em Campo Grande, teve um desenvolvimento importante na manhã de hoje para que se descubra o que, de fato, aconteceu. Um homem que foi encontrado em estado de mumificação no viaduto da Avenida Ministro João Arinos foi identificado como Sidney Manoel Pimenta, de 52 anos. O próximo passo das investigações é descobrir a causa do óbito.

Segundo o Sindicato dos Papiloscopistas e Peritos Oficiais de Mato Grosso do Sul (Sinpap/MS), Sidney foi identificado após análise das impressões digitais. Para conseguir realizar o exame, os peritos usaram técnica de regeneração de papilas, através do destacamento da pele das mãos, que foi conservada pelo processo de mumificação do corpo. Todo o exame ocorreu em laboratório.

Momento em que os bombeiros retiraram o corpo de Sidney | Foto: Marcos Maluf/Campo Grande News

O caso está sendo investigado pela 3ª Delegacia de Polícia Civil, sob o comando do titular Wilton Vilas Boas de Paula. Após a identificação da vítima, os policiais buscam contato com parentes de “Nei”, como era conhecido. O homem é natural de Bauru, interior de São Paulo, e não estava sendo procurado, já que não havia registro de boletim de ocorrência de desaparecimento em seu nome. Ele tinha passagens pela polícia por porte de drogas para consumo, tentativa de furto e ameaça e havia sido preso em agosto de 2015, com soltura catalogada em agosto de 2016.

Não há indícios de violência no corpo. Por conta disso, os investigadores aguardam o resultado do laudo para saber a causa da morte e identificar se foi causada por terceiros ou natural.

Entenda o caso – O corpo do homem foi encontrado dentro do viaduto Engenheiro Paulo Avelino de Rezende, na saída de Campo Grande para Três Lagoas, por um andarilho que chegou ao local para dormir, sentiu mau cheiro e alertou equipe que trabalha na reforma da estrutura. Com lanternas, os homens avistaram o corpo por meio de uma abertura no concreto.

Local onde o corpo mumificado foi encontrada está passando por reformas| Foto: Marcos Maluf/Campo Grande News

Com as equipes de resgate no local, o estado do corpo chamou a atenção até de quem é acostumado a lidar com a morte. "Em 10 anos de profissão, eu nunca encontrei algo assim aqui no Mato Grosso do Sul", revelou perito plantonista, que atendeu a ocorrência.

A “sala” de concreto em que o corpo estava proporcionou o efeito de mumificação do corpo, porque serviu como "sarcófago" e auxiliou a manter a temperatura em equilíbrio. Com isso, apenas a pele superficial do cadáver se decompôs. A carne se solidificou e escureceu, fazendo com que o cadáver ficasse “conservado”.

Exames ainda não determinaram há quanto tempo a vítima estava no local. Mas estima-se que o período seja maior que 30 dias.

(Com informações do Campo Grande News)


João Marcelo Correia Sanches