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Preço do leite deve subir ainda em setembro, aponta pesquisa

03/09/2007 08:07


O preço médio do leite ao produtor em agosto, referente à produção de julho, continuou em alta mesmo com o aumento no volume captado pelas empresas em todos os Estados, aponta estudo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) do Esalq (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). Para setembro, a expectativa é que os preços continuem avançando.


Conforme o levantamento, 61% dos agentes de mercado (indústria e produtores) consultados apostam em novos acréscimos. Para outros 38%, os preços devem seguir estáveis e para apenas 1%, a aposta é de queda. Para o Cepea, o resultado mostra que a tendência de preços ao produtor começa a mudar, uma vez que, no levantamento anterior (para o atual pagamento), 95% dos consultados estimavam elevações.


Segundo o pesquisador do Cepea, Gustavo Beduschi, o mercado interno sustentou a elevação dos preços, após a retração da produção doméstica, e o mercado externo reforçou o quadro, enxugando o excedente. "O preço é fortemente atrelado ao mercado interno e o externo surge como mais um mercado consumidor, que ajuda a enxugar a produção, com bons preços. Mas isso começa a mudar um pouco porque a oferta está sendo retomada", disse Beduchi.


Leite pressiona inflação no País com redução de produção, que já sinaliza retomada De junho para julho, o índice de captação de leite do Cepea teve elevação de 10,41%. No mesmo período de 2006, o aumento foi de 3,92%, em 2005, de 3,53% e em 2004, de 2,21%.


Segundo o pesquisador, o setor está buscando um ponto de equilíbrio. "Há muitas mudanças na produção, com produtores mais tecnificados e profissionalizados. Também há o novo consumidor, que é o mercado externo. Não estamos mais dependendo só de nós. Tudo isso foi mexendo com o mercado. O setor está em um movimento de acomodação, até achar equilíbrio", explicou Beduchi.


Quanto ao retorno do preço do leite a patamares menores, o pesquisador descartou previsões. "Ainda houve repasse para o atacado em julho. O aumento acontece primeiro no produtor, depois no atacado para depois chegar na ponta [varejo]. E a pesquisa aponta que ainda pode subir [o preço] em setembro", disse. As informações são da Folha de São Paulo.


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