Esportes

Rebeca Gusmão conquista ouro nos 50 m do José Finkel e passa mal

05/09/2007 11:00


A nadadora Rebeca Gusmão conquistou a medalha de ouro na prova dos 50 m livre do Troféu José Finkel, que está sendo realizado em Santa Catarina. A vitória, no entanto, veio acompanhada de um mal-estar e problemas respiratórios, que levaram Rebeca a ser atendida pelos médicos da competição na própria área da piscina.


Depois de sair da água com o ouro conquistado com um tempo de 25s60, Rebeca foi amparada pela companheira Michelle Lenhardt, que a colocou deitada no chão ao perceber que a nadadora não conseguiria continuar.


Atendida pelos médicos da competição, após alguns minutos Rebeca conseguiu se levantar e deixar a área da piscina andando. De acordo com seu marido, Gutemberg Amaral, ela já passa bem.


"A pressão dela estava alta antes da prova e ela é asmática. A Rebeca já está sendo medicada e está tudo certo. O mal-estar aconteceu mais em decorrência do esforço da competição, e por se trabalhar em deficit de oxigênio. Peço que todos se tranqüilizem", disse Amaral em entrevista para a Sportv. Rebeca foi encaminhada para um hospital local por precaução.


A medalha de prata nos 50 m livre feminino ficou com Flávia Delaroli, que registrou um tempo bastante próximo daquele de Rebeca, em 25s66. Já o terceiro lugar ficou com Natália Grava. No pódio, Michelle foi receber a medalha por Rebeca. Na saída da prova no Rio, Rebeca também passou mal, e quase chegou a desmaiar quando se dirigia ao vestiário após a prova. A nadadora, à época, também justificou o mal-estar com uma crise respiratória.


Nos Jogos Pan-Americanos, Rebeca também foi medalhista de ouro nos 50 m livre. Com 25s05, ela marcou os novos recordes sul-americano e pan-americano. O índice para os Jogos Olímpicos de Pequim é de 25s43.


Na prova dos 200 m peito feminino, a vitória ficou com Tatiane Sakemi, que registrou um tempo de 2min38s27, bastante distante do índice olímpico, que é de 2min28s24. Apesar do resultado, a nadadora explica que ainda deverá concentrar o treinamento para os Jogos de Pequim.


"A gente tentou segurar o trabalho desde o Pan. Não estou na minha melhor forma, mas mesmo assim foi bom. Claro que ir para as Olimpíadas é um sonho e trabalharemos para isso", disse Tatiana.


uol