Política

Vence na sexta prazo para candidato trocar de partido

01/10/2007 14:35


A semana é decisiva para a reconfiguração política e definição do quadro da disputa eleitoral em 2008. Após sexta-feira, quando vence o prazo para a troca de partido e de domicílio eleitoral dos prováveis candidatos a prefeito, vice e vereadores, os partidos começam a acertar as alianças. As coligações podem unir velhos adversários como também podem significar rompimento de antigos aliados.


O troca-troca partidário foi intenso no fim de semana. e deve afunilar o quadro e estabelecer os futuros arcos de alianças depois de quarta-feira, quando o Supremo Tribunal Federal decide se o mandato pertence aos eleitos ou ao partido. Em Mato Grosso do Sul o governador André Puccinelli (PMDB) coordenou as filiações. Pela condição de governo, o PMDB é o partido com mais adesões de prováveis candidatos nas eleições municipais de 2008.


A posição do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é de que o mandato é do partido. Nesse caso, o deputado que mudou de legenda, mesmo que para outra da mesma coligação, perde o mandato. O posicionamento do TSE veio em resposta à consulta feita pelo partido Democratas e se aplica a mandatos obtidos pelo sistema proporcional, ou seja, na eleição de deputados estaduais, federais e vereadores.


A questão chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o pedido do PPS, PSDB e DEM para que os deputados que mudaram de sigla percam seus mandatos e sejam substituídos pelos suplentes no partido de origem.


Não é por acaso que as três siglas recorreram ao STF. Elas estão entre as que mais perderam bancada desde as últimas eleições. PPS e DEM perderam cada um nove deputados e o PSDB sete, de acordo com o quadro de mudanças de partidos da Câmara dos Deputados.


O troca-troca acontece principalmente na Câmara dos Deputados. Desde outubro do ano passado, 54 deputados já mudaram de partido, de acordo com o quadro de mudança de partido da Câmara.


Corrida aos partidos
Em Mato Grosso do Sul, os políticos não descansaram neste fim de semana. Na sexta-feira o prefeito de Maracaju, Maurílio Azambuja, trocou o DEM pelo PSDB. No sábado, o governador André Puccinelli (PMDB) esteve em Nova Andradina onde participou da filiação do prefeito Roberto Hashioka, quatro vereadores, além de 635 militantes. Com a filiação de Hashioka, o PMDB conseguiu sua 24ª prefeitura em Mato Grosso do Sul.


Em 2007, onze prefeitos se tornaram peemedebistas. Na ocasião, André nega que pressione os prefeitos. À imprensa, ele comentou que o prefeito de Novo Horizonte do Sul, Marcílio Álvaro Benedito, pediu durante 60 dias para aderir ao PMDB. "Eu não tenho estendido convite nenhum para não causar melindres". Nesta semana, o ex-governador Zeca do PT acusou Puccinelli de "convencer" o prefeito de Novo Horizonte a deixar o PT em troca de uma licença ambiental para um empreendimento importante na cidade. Na Capital o PMDB fez um ato de filiação de 700 novos quadros à legenda.


Neste domingo, o DEM, em cerimônia na Câmara da capital, filiou dois secretários municipais: Rodolfo Vaz de Carvalho (Fomento ao Agronegócio, Indústria, Comércio, Turismo, Ciência e Tecnologia) e Cezar Galhardo (Instituto Municipal de Previdência). Além dos secretários, o DEM passa a contar com os diretores-presidente da Emha (Empresa Municipal de Habitação), Rodrigo Aquino, e da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Carlos Alfredo Lanteri.


No PT há uma dúvida no ar. O senador Delcídio do Amaral (PT) tem até o dia 5 para tomar uma decisão estratégica: se transfere ou não o título eleitoral para Campo Grande. O congressista corumbaense é apontado por lideranças do partido como o nome mais forte da sigla para disputar a Prefeitura de Campo Grande.


Em Dourados, as eleições municipais provocaram a troca partidária de pelo menos dois pré-candidatos a prefeito. O deputado federal Geraldo Resende deixou o PPS para disputar a candidatura pelo PMDB a prefeito e o deputado estadual Ari Artuzi, com o mesmo objetivo, fez o caminho inverso, deixando o partido do governador André Puccinelli para se filiar ao PDT. PPS e PDT são partidos da base de apoio do governo André.


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