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Mapa divulga cronograma para 2ª etapa da vacinação contra aftosa no País

05/10/2007 07:51


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), juntamente com os órgãos Estaduais de defesa Sanitária Animal, divulgou nesta tarde o cronograma da 2ª etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no País. As vacinações para imunização começam em outubro, mas no Mato Grosso do Sul o calendário previsto terá início em novembro.
 
Segundo o Ministério da Agricultura, para imunizar o rebanho bovino e bubalino brasileiro de 201.417 milhões de cabeças, a previsão é que sejam aplicadas 395 milhões de doses da vacina em 2007. Neste mês, os bovinos e bubalinos dos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima deverão ser vacinados.
 
Em novembro, os estados que realizarão a segunda etapa da campanha são: Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.
 
O único estado que não vacina seus rebanhos é Santa Catarina, hoje reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação.
 
Novas Diretrizes
O Mapa também destacou a publicação realizada nesta quarta-feira (3), no Diário Oficial da União (DOU), da Instrução Normativa nº 44, que estabelece as diretrizes gerais para a erradicação e prevenção da febre aftosa. E entre elas, as ações do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.
 
O objetivo do programa é erradicar a doença em todo o território nacional e manter esta condição, apoiando-se num sistema de vigilância sanitária, na manutenção das estruturas do serviço veterinário oficial e na participação da comunidade.
 
A IN 44/07 revoga diversas normativas sobre o assunto e incorpora as definições e conceitos de acordo com as normativas internacionais, principalmente quanto ao Código Sanitário para Animais Terrestres da OIE.
 
Entre as estratégias desenvolvidas pelo programa, destacam-se a modernização do sistema de vigilância epidemiológica, o controle da movimentação de animais, produtos e subprodutos e controle dos procedimentos de produção, comercialização e aplicação da vacina.
 
Animais suscetíveis
A Instrução Normativa define como suscetíveis à doença: bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, ruminantes silvestres e outros onde a infecção foi demonstrada cientificamente.
 
Vacinas
Só podem ser comercializadas e utilizadas no País as vacinas registradas e controladas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O produtor é responsável pela vacinação, mas cabe ao governo orientar e fiscalizá-la.
 
Exportação
O Brasil é o maior exportador de carne bovina no mundo. No ano passado, as exportações de carnes (para mais de 164 países) geraram U$ 8,3 bilhões. O controle sanitário dos rebanhos é condição fundamental para o País continuar exportando e abastecendo o mercado interno.

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