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Notícia de queda do preço do leite in natura é contra-senso

10/10/2007 07:50


A informação de que as indústrias de Mato Grosso do Sul estão trabalhando com apenas 35% de sua capacidade instalada e, que o por isso o preço do leite in natura deve cair, é um contra-senso para os produtores rurais. "Se há falta de leite no mercado não há como o preço do produto cair. A lei da oferta e da procura continua a mesma no mercado", indigna-se o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (FAMASUL), Ademar Silva Junior.


Em plena entressafra, os representantes dos laticínios anunciam queda do preço do leite in natura. Conforme o presidente da FAMASUL, a seca, somada a demanda mundial por leite e o aumento do custo de produção são as explicações para que o valor não sofra nenhuma retração em Mato Grosso do Sul. "Isso é especulação e manipulação do mercado", frisa o presidente.


Hoje, o preço médio do litro pago ao produtor éde R$ 0,61 e, algumas informações que chegaram à FAMASUL colocam que já no próximo dia 20 de outubro, pagamento dos produtores de leite, as indústrias reduzirão o valor em torno de R$ 0,10 a R$ 0,15. "Não podemos aceitar. Nosso custo de produção já está muito alto e esse período não é de retração nos preços", aponta.


A assessora de Economia da FAMASUL, Adriana Mascarenhas, explica que no Sul do País houve um pequeno aumento na oferta do leite in natura e por essa razão, nessa região o preço teve uma ligeira queda no preço. "Mas em Mato Grosso do Sul isso não aconteceu. A estiagem continua e o preço do leite não deve cair".


Conforme a análise da economista, a queda do valor pago ao produtor no Sul não deve continuar. "Como as indústrias dessa região exportam, a procura pelo produto deve aumentar e o preço do leite in natura deve voltar a subir".


Em Mato Grosso do Sul, a variação de preços para baixo não ocorreu porque a oferta do produto não aumentou.


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