Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele é nesse sábado em MS

22/11/2007 08:33


Dermatologistas em Campo Grande e Três Lagoas atenderão gratuitamente nesse próximo sábado (24), das 9 às 15 horas, a população interessada em fazer exames e conferir se tem câncer de pele ou corre o risco de ter a doença. Informações de prevenção também serão repassadas pelos médicos. Essa é a nona vez que a campanha ocorre no Brasil. Em 2006, em Mato Grosso do Sul, os dermatologistas atenderam em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas.


Dessa vez, o atendimento acontece em Campo Grande e Três Lagoas. No ano passado, foram 1.031 atendimentos, sendo que 96 pessoas atendidas tinham câncer de pele. Segundo a coordenadora Regional da Campanha em MS, Rubenilda dos Santos Barbosa, "o câncer de pele, quando detectado precocemente, registra altos percentuais de cura. Basta ficar atento aos sintomas".


Os sinais mais comuns são mudanças na pele aparentemente inocentes, como uma ferida que não sara ou uma pequena lesão endurecida, brilhante ou avermelhada. Pintas, sinais e verrugas que crescem ou mudam de cor também merecem atenção. Os homens têm maior incidência no tronco, na cabeça e no pescoço, enquanto as mulheres geralmente as apresentam nos braços e nas pernas.



Entre os estados da região Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul foi a que teve o maior índice de câncer de pele na Campanha de Prevenção do ano passado. Das 1.031 pessoas atendidas em Dourados, Três Lagoas e Campo Grande, 9,3% apresentaram a doença. Entre os 24 estados que participaram da Campanha, MS aparece em 12º lugar com maior incidência da doença entre os que foram se consultar.


"É preciso estar atento porque os efeitos do sol são cumulativos", explica a dermatologista. "Os cuidados começam desde a infância e devem se prolongar pelo resto da vida", completa.


Conforme os dados do Censo Dermatológico, pubicado em 2006, a região Sudeste é a que apresenta o maior número de pacientes com carcinoma basocelular, com 63,8% dos casos de todo o país. Em segundo lugar vem a região Sul, com 18% de diagnósticos, seguida do Nordeste (12,6%) e Centro-oeste (5,1%). A região Norte é responsável por apenas 0,5% de todos os casos no país.


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