Turismo

Estudo revela como anda o turismo do Brasil

12/04/2008 12:00


O "Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional", encomendado pelo Ministério do Turismo à Fundação Getulio Vargas e apresentado na segunda-feira (7), traça deficiências e pontos fortes de 65 destinos escolhidos por serem capazes de induzir o desenvolvimento regional, sendo referências no País, informou o site InfoMoney.


De acordo com o diagnóstico da FGV, as capitais e as não-capitais avaliadas estão em nível 3 de desenvolvimento, em uma escala de 1 a 5. Os temas avaliados referem-se à infra-estrutura, turismo, políticas públicas, economia e sustentabilidade. As capitais aparecem com 58,7 pontos. Já o Brasil ficou com 52,7 pontos.


Por outro lado, as cidades que não são capitais apresentaram o menor índice: 48,3. Os indicadores monitoramento e marketing obtiveram as menores notas. O propósito do trabalho é fazer com que os destinos selecionados ganhem padrão de qualidade internacional nos serviços turísticos.


"Planejamento é a palavra-chave. Com um diagnóstico preciso, é possível identificar problemas, definir ações e investimentos. O estudo é uma ferramenta poderosa para dar um salto de qualidade, porque não dá para trabalhar no abstrato. Com dados, é possível estabelecer metas a serem cobradas", disse a ministra do Turismo, Marta Suplicy.


Entre 2003 e 2007, o Ministério do Turismo investiu diretamente nos municípios dos 65 destinos recursos da ordem de R$ 332,4 milhões. Somente no ano passado, esse valor foi de R$ 148,9 milhões. A ministra Marta Suplicy destacou que, ainda em 2007, o Ministério do Turismo executou 99% do orçamento, aplicando R$ 1,7 bilhão e contemplando todos os estados.


"Neste ano, o orçamento aprovado é de R$ 2,66 bilhões. Vejam que é um crescimento extraordinário de 47% em relação a 2007, resultado da compreensão que deputados e senadores têm hoje sobre a importância da atividade turística para a economia do País, para a redução das desigualdades regionais, para a inclusão social e para o fortalecimento das economias locais", afirmou.


O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê, até 2010, a aplicação de R$ 6 bilhões para modernizar os 20 maiores aeroportos do País e quatro terminais de carga, além de projetos que o governo apoiará na melhoria da infra-estrutura em transportes, telecomunicações e energia.


De acordo com o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, a entidade de apoio às micro e pequenas empresas já trabalha com quase todas as regiões indutoras de desenvolvimento regional. "Consideramos o diagnóstico como um fato marcante, porque podemos ajudar ainda mais o País a discutir ações e a buscar soluções focadas", afirmou.


"Nossa responsabilidade é atuar para superar deficiências e gargalos. Com este trabalho conjunto, o Brasil tem tudo para implantar um modelo que ajude os demais destinos turísticos do País e também para servir de referência para outras nações, levando em conta o desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e sustentabilidade", disse.


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