Policial

Ministério da Justiça confirma que plano era libertar presos em Campo Grande

15/04/2008 07:52


A segurança do Presídio Federal de Campo Grande, onde estão alguns dos bandidos mais perigosos do Brasil, passou por um teste de fogo na noite deste domingo (13). Por cerca de meia hora, atiradores dispararam contra os agentes nas guaritas de proteção.


Peritos passaram a segunda-feira (14) recolhendo provas em torno do presídio federal. Policiais federais, militares e rodoviários reforçam a segurança na unidade.


O Departamento Penitenciário Nacional confirmou, nesta segunda-feira, que o ataque fazia parte de um plano de fuga e que os criminosos envolvidos teriam sido contratados em outro estado.


"Foi uma tentativa de resgate de preso, porque houve o ataque efetivo à penitenciária com armas de grosso calibre. Da forma como foi feita, a gente acredita que num primeiro momento vieram talvez para testar a nossa segurança", declarou Wilson Damásio, do Departamento Penitenciário Nacional.


A ação
O ataque começou às 22h05 de domingo. Pelo menos três homens abriram fogo contra as torres de segurança na frente do presídio. Outros cinco disparavam nos fundos. Os agentes responderam com tiros e usaram granadas na tentativa de dispersar o grupo.


Durante a ação, que durou de 20 a 30 minutos, os agentes ouviram o barulho de um helicóptero sobrevoando o presídio.


Mais de 200 agentes penitenciários e policiais da Companhia de Gerenciamento de Crise da PM cercaram a área, mas não encontraram suspeitos. As balas deixaram marcas em três das quatro torres de segurança.


Os primeiros tiros saíram da mata em direção à torre de segurança na frente do presídio federal. Logo em seguida, foram feitos outros disparos, atingindo mais duas torres de segurança.


O dia seguinte
As investigações estão sendo mantidas em segredo. Ainda não se sabe ainda quem a quadrilha pretendia libertar. No Presídio Federal de Campo Grande estão chefes do crime organizado no Brasil. Entre eles Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e o traficante colombiano Juan Carlos Abadia.


Essa foi a segunda tentativa de libertação de presos em menos de quatro meses. Em janeiro, um helicóptero não identificado sobrevoou o presídio e jogou uma luz forte sobre o pátio que leva aos pavilhões.


"O pessoal da penitenciária está muito bem preparado estava alertado da possibilidade de um ataque desde o ano passado", disse o juiz federal Odilon de Oliveira.


Também estão presos em Campo Grande João Arcanjo, bicheiro que atuava no centro-sul do país, e Antônio Jussivan Alves dos Santos, o Alemão, acusado de chefiar a quadrilha que roubou o Banco Central de Fortaleza, em 2005.


O presídio tem quatro pavilhões onde estão 154 presos. Na hora do ataque, todos estavam nas celas.



g1