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Dia do Índio: Mato Grosso do Sul tem 62.638 índios de 13 etnias

19/04/2008 12:18


Segundo o Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2000, viviam no Brasil cerca de 735 mil índios , que representam cerca de 0,4% da população brasileira . Segundo a Funai (Fundação Nacional do Indio), eles estavam distribuídos em 225 diferentes etnias. Em Mato Grosso do Sul, conforme dados da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), vivem atualmente 62.638 índios, distribuídos em 13 etnias e localizados em 31 municípios. As maiores populações são das etnias kaiowá (29.097), Terena (20.940) e Guarani (10.070).








Governador André Puccinelli posa para fotos com índios terenas durante comemorações do Dia do Índio


Por isso Mato Grosso do Sul é considerada a unidade da federação com a segunda maior população indígena do País. Ao mesmo tempo em que o número de habitantes cresce, principalmente na zona urbana, aumentam também os conflitos por terras. Somente na região de Dourados, mais de 35 mil indígenas da etnia guarani/kaiowá vivem confinados em pequenos pedaços de terra. De acordo com o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), em nenhuma outra região do Brasil há uma proporção tão pequena de terra.


Isto comprova, conforme o Cimi, o que muitos estudos têm concluído: o fator principal das violências contra os povos indígenas no Mato Grosso do Sul é resultado do confinamento e da falta de reconhecimento das terras indígenas.


A situação dos povos indígenas no estado é agravada, segundo o Conselho Indigenista, pela morosidade do governo federal em demarcar as terras, pela falta de agilidade da justiça em paralisar processos de reconhecimento das terras, pela impunidade, pelo alcoolismo e pela exploração do trabalho semi-escravo nas usinas, contribuindo com a desestruturação social das famílias.


Porém a revelação de um quadro tão grave e chocante, também remete a um outro aspecto animador que é a capacidade e disposição de luta e resistência desses povos, alimentada na sabedoria secular e no espírito de seus guerreiros e heróis que deram a vida pelo seu povo. É o caso de Marçal de Souza Tupã-i, uma das lideranças populares mais expressivas da história recente do Brasil, assassinado na luta pela terra.


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