Turismo

Após reforma, Royal Ontario Museum reafirma a majestade

23/01/2009 10:12


Até ser desbancado no final do ano passado pela Art Gallery of Ontario (AGO), que ganhou nova sede projetada por Frank Gehry e incorporou a imensa coleção Thomson ao acervo (leia à pág. F4), o Royal Ontario Museum (ROM) era o grande museu-palácio de Toronto.


Tradicional em todos os aspectos, o ROM (www.rom.on.ca) foi fundado em 1912 para alojar desde pinturas dos artistas pioneiros do Canadá até móveis e objetos, achados arqueológicos dos primitivos habitantes do país, pedras e ossadas de dinossauros.


Mas, desde sua fundação, o acervo do ROM não se restringiu ao Canadá --e incluiu também vestígios de civilizações do Extremo Oriente, com ênfase aos objetos chineses da era Ming, incluindo aí o túmulo de um general no século 17.


O prédio principal do museu, de 1914, abrigava peças que pertenciam à Universidade de Toronto. Recentemente, o ROM ganhou um anexo pós-moderno, relativamente pequeno, agregado ao prédio central.


Essa estrutura pontiaguda, de 2007, foi projetada por Daniel Libeskind em 2003. Leva o nome do empresário sino-jamaicano Michael Lee-Chin, que, radicado em Toronto, legou ao museu US$ 30 milhões.


O projeto original do ROM já havia sido renovado em 1933 e, em 1968, o museu edificou um planetário. Mas foi essa ala pós-moderna de Libeskind que mudou a cara do ROM, visitado por 1,5 milhão de pessoas/ano e considerado o maior do Canadá: guarda, em quatro andares, 6 milhões de objetos.


Entre os mais curiosos, em exibição permanente, estão uma múmia egípcia e uma escultura intacta que retrata a cabeça de Zeus, o deus dos deuses da antiga Grécia.


Mas o ROM também organiza faiscantes mostras temporárias, caso da recente exposição sobre diamantes, patrocinada pela empresa De Beers.


Adjacente ao seu moderno restaurante, no andar superior, o ROM inaugurou no final de 2008 o Liza's Garden - mas o frio invernal, parece, está sendo cruel com a sua vegetação. (SC)


folha on line