Fila de veículos na região da fronteira entre Venezuela e Colômbia: muitos esperavam há dias / O Pantaneiro
Se o início da aventura em solo venezuelano foi marcado por algumas dificuldades, os momentos seguintes trouxeram um pouco mais de calmaria para os aventureiros aquidauanenses. Após dormirem no único hotel da cidade de Tumeremo, Mac, Wilson, Rhobson e Leonel acordaram cedo e partiram com destino ao Valle de La Pascua. O hotel onde passaram a noite, desta vez, era bem melhor, embora tenham enfrentado um pequeno contratempo com a água do vaso, que transbordou pelo quarto e os obrigou a trocar de cabana.
"Jantamos no restaurante desse hotel, onde o ambiente é muito gostoso, por sinal. Depois, fomos dormir e nos preparar para seguir viagem, com planos de chegar em Barquisimeto, cidade grande da região montanhosa, seguindo para a fronteira com a Colômbia", conta Rhobson.
O objetivo foi cumprido, e os aventureiros conseguiram encontrar um excelente hotel cinco estrelas, ao chegarem a Barquisimeto, onde aproveitaram para tomar um bom banho e dormir em uma cama confortável. Ao acordarem, prosseguiram a viagem por Maracaibo e San Raphael, cidade-satélite, e passaram a noite na pousada da Dona Maria. O contraste com a noite anterior foi grande, mas a senhora responsável pela pousada tratou muito bem os aquidauanenses e tornou a estadia no local bastante agradável.
Congestionamento
No dia seguinte, o grupo seguiu para Paraguachon, lugarejo indígena da fronteira da Venezuela com a Colômbia, e teve uma grande surpresa, pois a fila de veículos era muito grande e algumas pessoas já estavam há dias esperando para atravessar - até redes foram armadas no local. A situação se explica porque o governo venezuelano limita a entrada de alimentos, combustível, entre outros, no país vizinho, pois o valor desses produtos sai mais em conta na Venezuela do que na Colômbia.
"Eu e o Mac seguimos até o início da fila para ver o que estava acontecendo. Descobrimos, então, que muitos colombianos haviam viajado até a Venezuela para comprar alimentos, combustível e outros produtos, mas estavam levando muito mais do que a cota permitida, gerando essa confusão".
A dupla pegou um mototáxi e voltou para o lugar onde estavam estacionados os Jeeps, juntando-se a Leonel e Wilson, que conseguiram encontrar um atalho por dentro do distrito. O grupo, porém, não se livrou de encontrar duas barreiras com cordas, feitas pela própria população, que cobrava para que eles pudessem transitar na via.
Apesar dos contratempos, a passagem pela Venezuela foi bastante econômica - no país, R$ 1,00 vale c23,5 bolívares venezuelanos. Na entrada, Leonel trocou a quantia de R$ 700,00 por c16.450,00 bolívares venezuelanos. Somando as despesas com combustível, alimentação e hospedagem, os gastos não passaram de R$ 400,00. "Atravessamos o país inteiro, comendo bem e dormindo melhor ainda, e ainda sobrou c 7.000,00 bolívares venezuelanos", finaliza Rhobson.
Próxima parada da expedição: Colômbia. O site O Pantaneiro segue acompanhando todos os detalhes da aventura dos aquidauanenses!