17 de setembro de 2021
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Arte imita a vida em 'ressurreição' de Mickey Rourke

12 FEV 2009 - 09h31min
G1

O cartaz de divulgação de "O lutador", filme de Darren Aronofsky que estreia nesta sexta no Brasil, diz: "testemunhe a ressurreição de Mickey Rourke". Logo abaixo, a foto de um lutador de cabeça baixa tentando se manter em pé apoiado nas cordas do ringue indica que, apesar das vitórias por nocaute no Globo de Ouro e no Bafta de uma indicação ao Oscar, a ressurreição está longe de ser tão plena como pode parecer.
 
Lembrado por muitos como o galã de "Nove e meia semanas de amor", longa dos anos 80 em que protagonizava cenas picantes de sexo com Kim Bassinger, Rourke, 56, passou quase uma década longe dos holofotes, lutando para se reerguer depois de uma série de escolhas infelizes - entre elas, o fato de ter abandonado a carreira de ator no início da década de 90 para tentar uma carreira profissional no boxe.

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Como uma luva


Inicialmente oferecido a Nicolas Cage, no entanto, o papel de Randy "The Ram" Robinson não poderia cair em melhores mãos do que as de Rourke em "O lutador". Por coincidências que extrapolam as do ringue, Rourke entrega uma atuação tão honesta quanto comovente, que as marcas e golpes sofridos pelo lutador na tela se confundem com as do ator fora dela. "Eu li o roteiro e havia tanto do personagem em mim e de como vivi nos últimos 15 anos que pensei 'isso é muito parecido!', declarou o ator em entrevista recente à revista "Entertainment weekly".


Exibido pela primeira vez em setembro do ano passado no Festival de Veneza - de onde saiu com o Leão de Ouro -, o filme conta a história de um profissional de luta-livre que se tornou consagrado na década de 80 mas que, passados 20 anos, começa a dar sinais de decadência. Depois da sequência de créditos mostrando recortes de jornal das glórias passadas de "The Ram" ao som de "Bang your head", da banda de metal oitentista Quiet Riot, a câmera avança no tempo e focaliza um sujeito cansado, tossindo no vestiário de um ginásio caído, e sem grana para pagar o aluguel do trailer onde mora. Os longos cabelos loiros agora têm de ser tingidos, e os músculos, inflados com aplicações constantes de anabolizantes.


Mesmo que ainda grande como um touro - ou um carneiro, tradução exata para "The Ram" - e idolatrado pelas gerações mais jovens de lutadores, Randy vai se mostrando cada vez mais deslocado. Após uma luta sangrenta pela Combat Zone Wrestling, liga conhecida pelos combates ultraviolentos que envolvem golpes com vidro, arame farpado e objetos cortantes diversos, ele sofre uma parada cardíaca e é obrigado a deixar os ringues e começar a trabalhar servindo frios em um supermercado para pagar as contas.
 
Arte imita a vida - e vice-versa


Abandonado até pelo garoto do trailer ao lado - ele agora prefere jogar o moderno "Call of duty 4" em vez do velho game de luta-livre que disputava com Randy em um Nintendo 8-bits -, sua única amiga é uma stripper (Marisa Tomei, em papel também indicado ao Oscar) que, apesar de demonstrar certo interesse amoroso, procura evitá-lo porque não se envolve com clientes.


"Sou só um pedaço de carne velho e quebrado. E estou sozinho", desabafa a certa altura à filha (Evan Rachel Wood), que também o rejeita depois de anos como um pai ausente.


À maneira de um Rocky Balboa sem a patriotada norte-americana, Randy se submete a toda sorte de humilhações para tentar construir uma vida nova longe da lona. A câmera de Aronofsky, no entanto, que o acompanha por cima dos ombros largos de lutador em boa parte do filme, como se andando pelos corredores de uma arena, não nos deixa esquecer nunca qual é o verdadeiro lugar do personagem. Do mesmo modo que Randy, aliás, Rourke ainda hesita em escolher o seu: como se a série recente de prêmios e homenagens a sua interpretação em "O lutador" não bastasse, o teimoso ator ainda insiste em dar mais uma chance à luta. Dia 9 de abril próximo, Mickey Rourke tornará a vestir as calças justas e fosforecentes de Randy na vida real e entrará em um ringue de verdade para disputar uma luta-livre pela federação mundial.


De que serve um Oscar, um Bafta, um Leão ou um Globo quando o que se sonhou a vida toda foi mesmo um cinturão de ouro?
 
Com fama de indisciplinado no set, Rourke foi cortado ou desistiu de uma série de papéis que lhe teriam dado destaque, incluindo o de Eliot Ness, em "Os intocáveis", o de Axel Foley, em "Um tira da pesada", e o de Butch, em "Pulp fiction", que mais tarde seria ocupado por John Travolta. "Trabalhar com Mickey é um pesadelo. Ele é muito perigoso no set porque você nunca sabe o que ele vai fazer", chegou a declarar o diretor Alan Parker, que escalou o ator em "Coração satânico", suspense policial estrelado por Rourke e Robert De Niro em 87.


Com o dobro do tamanho e o rosto praticamente irreconhecível graças às diversas plásticas a que teve de se submeter por conta do boxe, o ator contou com a ajuda dos poucos amigos que lhe restavam em Hollywood para se manter na ativa nos últimos anos. O também bad boy Robert Rodriguez, por exemplo, deu a ele - e a seu inseparável cachorro chihuahua - uma ponta em "Era uma vez no México", como o vilão Billy. Mais tarde, convocou Rourke para o papel de Marv na adaptação cult dos quadrinhos "Sin city". Ainda que de maior destaque, muitos demoraram para reconhecer Rourke no papel do detetive noir e brutamontes que quer vingar o assassinato de sua amante no filme.


 

 

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