24 de setembro de 2021
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Berlim discute o governo Bush e suas consequências em dois filmes impressionantes

10 FEV 2009 - 09h50min
Uol

No quinto dia do festival de cinema, Berlim discutiu Bush e as consequências de seu governo nos Estados Unidos e no mundo. Na mostra competitiva, "The Messenger", do estreante Oren Overman, segue os passos de dois oficiais do Exército americano incumbidos de informar os parentes de soldados americanos mortos no Iraque. Na mostra paralela Panorama Dokumente, "The Shock Doctrine", dos ingleses Michael Winterbottom e Mat Whitecross, empresta o título do livro de Naomi Klein e o discurso contido nele para traçar a genealogia da crise econômica que o mundo vive hoje em dia. Ambos passam pela guerra contra o terror de Bush.

Oral Sin - Independência - Setembro_21 - 02

"The Messenger" estreou em janeiro no Festival de Sundance e causou forte impressão na passagem pelo certame americano. Impressionou também o diretor da Berlinale, Dieter Kosslick, que antes de o festival começar declarou para quem quisesse ouvir que o título estava entre suas apostas pessoais na seleção oficial. De fato, é um trabalho impressionante e não usa violência gráfica ou apelos emocionais baratos para falar dos efeitos da guerra na população. A Califórnia Filmes detém os diretos de distribuição para o Brasil, mas ainda não definiu uma data para a estréia nos cinemas.


Woody Harrelson e Ben Foster são os oficiais americanos que batem de porta em porta para informar aos parentes dos soldados americanos mortos no Iraque de suas perdas. Harrelson faz o papel do oficial Stone, soldado linha dura e paternalista. Foster interpreta o sargento Will, ferido de guerra que volta à ativa na função burocrática. A dupla segue uma série de regras rígidas para entregar essas mensagens fúnebres. "O trabalho deles é dar o maior número de informações no menor espaço de tempo para evitar quaisquer perguntas", explicou Oreman, na entrevista coletiva após a sessão.


Embora seja impedido pelo protocolo do Exército americano de confraternizar com os "parentes das vítimas", Will acaba subvertendo a regra e se aproxima de Olivia (Samantha Morton), mulher de um soldado morto em combate. Foster contou que, para compor os personagens, ele e Harrelson visitaram o hospital Walter Reed e conversaram com soldados amputados, médicos e enfermeiras. Também entrevistaram oficiais que fizeram o trabalho de notificar parentes de soldados mortos. "Tenho muito respeito por esses soldados", disse Harrelson. "A questão não é se o filme está contra a guerra, mas de colocar o trabalho de todos os soldados em destaque."


Ao ser questionado em quem havia se inspirado para compor seu personagem, Foster aproveitou para ta,bem explicar porque o filme não é uma cruzada contra a guerra do Iraque ou o governo americano. "Baseei meu personagem em um soldado que perdeu a perna em combate", contou ele, que emprestou o nome do rapaz para batizar o seu próprio personagem. "Esses rapazes não fizeram isso por causa do [presidente George] Bush, mas para evitar que parentes e amigos precisassem ir em seus lugares e também para dar uma vida melhor aos seus familiares".


A Doutrina do Choque
O documentário "The Shock Doctrine" foi apresentado como "trabalho em andamento", ainda não finalizado. Numa pequena apresentação antes da primeira sessão aberta ao público, na segunda (9) à tarde, Michael Winterbottom e Mat Whitecross explicaram que até domingo (8) à noite ainda estavam trabalhando na finalização.


Inspirado em "A Doutrina do Choque", de Naomi Klein, o filme traça a genealogia da crise que culminou com a crise financeira iniciada no ano passado e a quebradeira generalizada de grandes empresas americanas. Com ajuda do discurso articulado e fundamentado da professora Klein, Winterbotton e Whitecross mostram como os setores mais conservadores dos Estados Unidos impuseram ao mundo a doutrina do livre mercado - privatização, nenhum imposto e um governo mínimo - por meio do financiamento de golpes e declarações de guerras em ciclos regulares.


O filme começa com imagens do golpe militar de 1973 no Chile, que depôs e matou o presidente eleito democraticamente Salvador Allende. E termina com as imagens da guerra contra o terror no Iraque e, em seguida, a crise causada pela ciranda financeira das grandes empresas do setor nos Estados Unidos. A professora Klein, que aparece dando palestras ou conversando com personagens como a viúva do ex-embaixador de Allende em Washington, desfaz o discurso oficial e esclarece muitas coisas a respeito do que vivemos hoje em dia.

 

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