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Câncer de Pênis: Brasil entre os recordistas

Higiene precária e comportamento sexual de risco podem ser o grande motivador de seu desenvolvimento.

O pênis é um órgão do sistema reprodutor masculino formado por 3 estruturas de tecido erétil: duas localizadas na parte superior e uma na inferior.

Cada estrutura é composta por um tecido esponjoso que enrijece quando preenchido com sangue, provocando a ereção.

A uretra, que transporta a urina e o esperma para fora do corpo, corre ao longo de uma dessas estruturas. A cabeça do pênis, ou glande, é recoberta por uma prega de pele, chamada prepúcio.

Fatores de Risco
O câncer é uma doença caracterizada pelo crescimento anormal das células. As causas que levam ao câncer de pênis não são, ainda, completamente conhecidas, mas sabe-se que o seu desenvolvimento está associado à higiene precária e ao comportamento sexual de risco.

O câncer de pênis é uma doença relativamente rara, que acomete homens mais velhos, geralmente a partir de 60 anos. Mas é sempre bom lembrar que o Brasil está entre os países com maior incidência de câncer de pênis, com índices só comparáveis a alguns países africanos e asiáticos.

Há também uma relação com a fimose (incapacidade de expor completamente a glande, ou seja, descobrir a cabeça do pênis), o que dificulta a higiene.

A circuncisão (retirada cirúrgica do prepúcio), prática comum entre os judeus, evita a formação de esmegma (sujeira branca que se forma em torno da glande), que precisa ser removida diariamente, pois ela é irritativa tanto para o homem quanto para a sua parceira sexual.

Relação com HPV Estudos vêm demonstrando que o papilomavírus humano (HPV) tem um papel importante no desenvolvimento de células cancerosas.

O papilomavírus humano (HPV) é sexualmente transmissível e está presente em 30% dos casos de câncer de pênis e praticamente em 100% dos casos de câncer do colo do útero.

Sintomas
Um dos sinais do câncer de pênis é a presença de uma ferida na glande (cabeça). Geralmente, esta ferida é indolor, diferentemente das principais DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), como herpes, sífilis, gonorréia etc.

Diagnóstico
O diagnóstico do câncer de pênis é feito por exame médico. A confirmação é dada pela biópsia, que consiste na coleta de uma amostra do tecido, analisada pelo patologista, à luz do microscópio. Sempre que houver dúvida, o médico pedirá uma biópsia.

É importante que se consulte um médico imediatamente após o aparecimento de qualquer ferida no pênis, pois o diagnóstico precoce é de vital importância para a cura de qualquer doença.


Tratamento
O tratamento do câncer de pênis é decidido pelo médico em função do seu estágio. Na fase inicial, pode-se tratar com medicamentos aplicados no pênis.

Radioterapia, cirurgia e amputação parcial ou total do órgão são os recursos a serem adotados, dependendo do tamanho do tumor e da infiltração da doença. Quando a amputação do membro é necessária, um pequeno coto de pênis é preservado, de forma a permitir a micção.

Quanto mais cedo o paciente procurar tratamento, melhores são as suas chances de cura e menos agressivos serão os tratamentos pelos quais terá de passar.




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