28 de janeiro de 2021
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Carnaval 2008: SP terá primeira escola de samba gay

19 JAN 2008 - 11h48min
uol

No dia 25, aniversário da cidade de São Paulo, o carnaval paulistano ganhará uma escola de samba gay. O dia da celebração do 454º ano da capital paulista foi escolhido para o lançamento e batismo do Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba Arco-Íris. A escola, que em março inicia, oficialmente, as atividades, é a primeira voltada para o público Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais (GLBT) da capital, embora não seja uma iniciativa inédita no País. "Há uma escola de samba gay em Belo Horizonte e outra em São Vicente (Baixada Santista), mas elas não têm a visibilidade que nós teremos", afirma o presidente da nova agremiação, Eduardo Corrêa. "Sabemos que há grupos se mobilizando para fazer uma escola de samba gay também no Rio de Janeiro", afirma.



A idéia de criar uma escola para o público gay surgiu da observação de Corrêa sobre a quantidade de homossexuais que vivem o mundo da festa de momo. "Estou no samba desde menino, e vejo que há muitos gays nas diversas escolas. Eles estão fazendo as fantasias, produzindo os carros alegóricos, trabalhando com os adereços. A nossa proposta é abrir esse espaço para todas essas pessoas", diz ele, que, desde os 7 anos, participa dos desfiles no Sambódromo. Corre passou por agremiações como Camisa Verde e Branco, Unidos do Peruche, Mocidade Alegre e Rosas de Ouro.



A Mocidade foi escolhida para ser a madrinha da Arco-Íris. Segundo Corrêa, a Mocidade foi a primeira escola da capital a contar com uma ala gay nos desfiles, há três anos. "Assim, nada mais do que lógico escolhê-los, até como uma questão de homenagem", diz o presidente da Arco-Íris. Segundo a diretora de Harmonia da Mocidade, Ariane Camila, o batismo significa a entrada oficial da nova agremiação no grupo que disputa o carnaval paulistano. "É como se déssemos o aval para a nova escola poder participar dos desfiles", explica Ariane.



Apesar do enfoque nos homossexuais, a Arco-Íris não será uma escola fechada apenas ao público GLBT. "A nossa idéia é ser aberta a todas as pessoas. É um ambiente em que pessoas de todos os credos, raças e orientações sexuais poderão se divertir de uma maneira respeitosa", garante. Corrêa declara, contudo, que, mesmo que a escola seja aberta para todos, terá como diferencial um clima de liberdade muito maior para os gays. "Na nossa quadra, os homossexuais poderão curtir sua opção sem que as pessoas se sintam agredidas. Na quadra, o gay poderá andar de mãos dadas com o companheiro e trocar carícias, sem se preocupar com a reprovação das outras pessoas", promete, lamentando a discriminação sofrida por eles.



Até por causa da abertura da escola para a coletividade, a temática dos sambas-enredo que a Arco-Íris pretende levar para a avenida não deve enfocar os homossexuais. "Vamos levar ao Sambódromo temas como arte, história, cultura", esclarece o presidente. A escola espera decidir o samba-enredo até junho para a disputa das divisões inferiores do carnaval, em 2009.



Desfiles



"Esperamos chegar logo ao Grupo Especial. Por isso, até junho, teremos de estar com harmonia e bateria em estágio avançado." A idéia é que, no segundo semestre deste ano, os desfiles ocorram todos os domingos na quadra da agremiação, na Barra Funda, zona oeste.



Para poder competir em condição de igualdade, a Arco-Íris deve ter a partir de março uma equipe de publicidade para, junto a empresários, buscar recursos com o objetivo de financiar, em forma de patrocínio, os desfiles. Segundo Corrêa, a escola não teme represálias de grupos contrários aos gays. "A gente sabe que vai incomodar muita gente, que há muito preconceito, mas estamos preparados para encarar essas situações. Temos um trabalho para poder contornar esses problemas", assegura. Para Corrêa, o mais importante foi a aceitação que a escola recebeu das outras agremiações do samba paulista. "Estão todos curiosos até. Me perguntam sempre, principalmente, como é que será a nossa ala das baianas. Não sei ainda como faremos, mas será algo bem divertido", acrescenta, aos risos.



Por ora, enquanto a escola ainda não foi oficialmente inaugurada, os dirigentes trabalham para acertar os últimos detalhes da festa do dia 25. "Vai ter muita gente. Já recebemos confirmação de carreatas de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e do interior e litoral de São Paulo", comemora. Uma demonstração da organização da nova escola será dada em junho, na anual Parada do Orgulho GLBT, em São Paulo. "Estamos preparando uma enorme surpresa para a parada. Mas não conto ainda o que é. Será surpresa", conclui Corrêa.

 

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