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Dieta rica em gorduras ajuda a controlar fator de risco cardíaco

Uma dieta composta por 40% de gorduras se mostrou melhor para controlar fatores da síndrome metabólica (conjunto de sintomas que elevam o risco cardíaco) do que um regime com baixo teor do nutriente (20%) em um estudo duplo-cego randomizado com 64 pacientes obesos que tinham o problema. O trabalho foi apresentado ontem (16) no congresso da American Heart Association.


Os pacientes foram divididos em dois grupos. A alimentação de ambos era composta diariamente por 8% de gorduras saturadas, 15% de proteínas e 25 gramas de fibras. O cardápio do primeiro grupo tinha 40% de gordura predominantemente monoinsaturada (proveniente de óleos vegetais, como o azeite, e nozes) e 45% de carboidratos. O segundo grupo recebeu cerca de 20% do mesmo tipo de gordura e 65% de carboidratos.


Após quatro semanas de regime, pacientes do grupo que recebeu maiores teores de gordura apresentaram queda de 17 mg/dl no colesterol total e de 11,6 mg/dl no LDL (colesterol "ruim"). No outro grupo, a queda foi de, respectivamente, 1,2 mg/dl e 3,4 mg/dl. Os que consumiram menos gordura também tiveram aumento nas taxas de triglicerídeos -11 mg/dl, enquanto o outro grupo apresentou queda de 28,6 mg/dl.


"Precisamos avaliar ainda o papel das gorduras monoinsaturadas para entender por que elas contribuíram para os melhores resultados. Mas as maiores taxas de carboidrato também influenciaram nos piores índices no grupo que recebeu menos gordura", disse Pathmaja Paramsothy, autora do estudo e pesquisadora da Universidade de Washington.


Sabe-se que as gorduras monoinsaturadas ajudam na redução das taxas de LDL no sangue. Em contrapartida, dietas ricas em carboidratos podem estar ligadas ao aumento dos níveis de triglicerídeos.


Para o endocrinologista Márcio Mancini, responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica da Disciplina de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, os bons resultados do grupo que ingeriu mais gordura se devem mais à redução da oferta de carboidratos do que ao aumento de gordura.


"Dietas ricas em carboidratos podem levar ao aumento dos triglicerídeos, que costumam ter seus níveis reduzidos quando se restringem carboidratos. Além disso, quando se restringem os carboidratos, o organismo sofre um desvio do metabolismo e tem redução de apetite, o que pode ter colaborado para uma boa aderência às recomendações dietéticas do grupo que ingeriu mais gordura", acrescenta.

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