A estrada estava acabada
A travessia pela BR-319 está sendo recheada de aventuras e bons encontros. Após uma noite, digamos, tensa, no acampamento em frente à casa do Mineiro, os aventureiros de Aquidauana madrugaram para levantar as tralhas e pegar a estrada.
?Levantamos às 4h50 da manhã, não tinha nem amanhecido, a chuva fina caía sobre o acampamento. A roupa que deixamos para secar amanheceu mais molhada do que estava, pois as 3h30 começou a chover?, conta Rhobson.
Segundo ele, o cansaço de uns foi tanto, que nem viu que estava chovendo. Já cedo, ela lembra que Leonel foi fazendo o café da manhã, com direito a frutas, leite, café, iogurte, pão, presunto, mussarela e salaminho. Um verdadeiro banquete.
Depois do café se despediram do Mineiro, que em seguida pegou a 319 em direção a outro rancho que ele toma conta. ?Desmontamos o acampamento. Cada um procurou desmontar sua barraca e o Leonel foi desmontar a cozinha. Ele chamou a atenção de todos por falta de companheirismo, pois primeiro temos que fazer o coletivo e depois o individual?, lembra.
Às 7h30 pegaram a estrada, pois pretendiam parar e fazer o almoço por volta das 11h em um bom igarapé, debaixo de uma sombra. Mas, para provação de todos, encontraram na estrada vários desafios entre pontes e atoleiros.
Em meio a várias adversidades uma boa surpresa: mais amigos na estrada. Depois de encontrarem um F4000 quebrada com 3 motos preparadas para cross, conheceram dois jovens irmãos que passaram a noite cuidando dos veículos , já que o companheiro deles foi em uma F-250 traçada até a cidade mais próxima (que é Humaitá) para buscar socorro.
Às 12h30 pararam para o almoço. No cardápio: arroz branco a La Leonel, bife e salada de tomate com salsicha petisco em conserva. Os aventureiros aproveitaram para esticar a lona e colocar as roupas e barracas para secar no mormaço.
No caminho, encontraram o gerente da Eucatur, Sabino Bedin, que estava fazendo reconhecimento e levantamento da BR-319, pois o governador irá fazer uma viagem com aproximadamente 20 caminhonetes e a Eucatur como tem interesse na linha Porto Velho ? Manaus estava a demarcando o trecho para ver se estava em condições de viagem.
Mais para frente, encontraram um grupo de sete quadrículos de Porto Velho que também se aventuravam pela BR-319. Os quadrículos vieram de Porto Velho para Humaitá embarcados e dali seguiram pela 319, sendo que ao chegar em Manaus despachariam os quadrículos de navio e voltariam de avião para Porto Velho.
Pararam para a segunda noite na BR-319, na Ponte do Veloso, onde o rio era de água bem limpa e gelada. Havia uma estrutura de acampamento deixada pelos construtores da ponte onde montaram o acampamento. ?O sol estava escaldante, mas foi o tempo de montarmos o acampamento que veio a chuva e tivemos nos abrigar nos jeeps, pois caia muitos raios?, conta Rhobson.
?Como na noite passada a chuva nos pegou desprevenido no acampamento coloquei uma lona que havia colocado embaixo da barraca na noite anterior como cobertura das barracas, foi o que nos ajudou a fazer a cozinha, pois a chuva só parou no inicio da manha do dia seguinte?, finaliza Rhobson, lembrando que a noite já foi mais tranquila que a primeira pois o som era da chuva caindo.