A endometriose - doença caracterizada pela presença de partes do endométrio, tecido que reveste o útero, em outros órgãos do corpo - vem crescendo no País. Em São Paulo, o número de casos saltou de 1.205 registrados em 2000, para 3.429 no último ano, um aumento de 64,8%.
A doença acomete cerca de 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva. Acredita-se que mais de seis milhões de mulheres no Brasil sejam portadoras do distúrbio, considerado um problema de saúde pública. Além do grande salto qualitativo nos métodos diagnósticos, por motivos ainda pouco claros, a incidência da doença vem crescendo sendo necessária a atenção dos profissionais de saúde para o diagnóstico precoce, visando uma melhor eficácia no tratamento.
Segundo o Dr. Maurício Abrão, responsável pelo Setor de Endometriose do Hospital das Clínicas da USP e um dos fundadores do NEPE (Núcleo de Ensino e Pesquisa em Endometriose), a endometriose é uma doença da mulher moderna. "Antigamente, as mulheres menstruavam menos, porque engravidavam mais vezes. Isso inibia o desenvolvimento da doença. Hoje, a mulher engravida menos. Tem cerca de 400 menstruações durante o seu período reprodutivo. No início do século passado este número chegava a 40", afirma. Mas há outros aspectos relacionados à doença como fatores genéticos e imunológicos que podem estar relacionados com o estresse e a ansiedade .
O tempo médio entre o início dos sintomas, o diagnóstico da doença e o tratamento é de aproximadamente oito anos. Neste período, a paciente pode apresentar cólicas menstruais, dor ao manter relação sexual e dificuldade para engravidar, além de problemas intestinais e infecções urinárias, levando à piora da qualidade de vida além de distúrbios emocionais.
Em 2006, os profissionais do NEPE, formado por representantes da Escola Paulista de Medicina, Faculdade de Medicina da USP (São Paulo e Ribeirão Preto), Hospital do Servidor Público Estadual, Santa Casa de São Paulo e Unicamp organizaram a primeira campanha nacional de esclarecimento sobre a endometriose para alertar a população sobre a doença.
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