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Lideranças indígenas se reúnem na Aldeinha de Anastácio

"Não negociamos e não vamos negociar a questão da tradicionalidade da terra", disse líder terena.

Indígenas discutem conflito agrário em Anastácio. / Facebook Sua Alternativa

As lideranças indígenas que compõem o grupo de trabalho formado para discutir a demarcação de terra em Mato Grosso do Sul se reuniram nesta quarta-feira (10) na Aldeinha de Anastácio para esclarecer dúvidas e reiterar o posicionamento dos terenas em relação ao conflito de terra.
Alberto Terena, líder indígena da Aldeia Buriti, contou ao site O Pantaneiro que na reunião foi reafirmada a posição das etnias indígenas. ?Nos reunimos para discutir a forma que vai ser a demarcação. O que não negociamos e não vamos negociar é a questão da tradicionalidade da terra. Se o Governo vai encontrar uma forma de pagar pela terra nua, isso é com o Governo, eles precisam encontrar a solução?, disse sobre a forma que será feito o ressarcimento da terra aos produtores.
O indígena disse ainda que o grupo de trabalho só vai aceitar que a terra seja demarcada da forma como estão os laudos já feitos pela Funai (Fundação Nacional do Índio). No caso da região de Sidrolândia, onde houve confronto entre indigenas e policiais e o índio Oziel Gabriel morreu em 30 de maio deste ano, eles requerem 15 mil hectares. Na região de Aquidauana, onde está a Aldeia Taunay-Ipegue a área requerida é de 33 mil hectares. Tudo, conforme laudo da Funai, já foi comprovado como terras tradicionais indígenas.
Ele ainda explicou que na reunião de hoje, a segunda do grupo de trabalho, foi para definir essa questão da área cobrada pelos indígenas e para levar as questões já fechadas para uma reunião maior, que deve acontecer em 21 deste mês, com os outros grupos de trabalho que estão analisando o valor que será pago por hectare e a forma legal que isso será feito.
A liderança se disse confiante e afirmou que por primeira vez vê o Governo Federal interessado em solucionar o problema. Após a reunião do dia 21 de julho, a presidente Dilma Roussef terá até 5 de agosto para dar uma resposta às comunidades indígenas da forma que será dada a solução para o conflito de terra, disse Alberto.

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