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Parte do público de obesos não reconhece a própria condição

Algumas pessoas obesas parecem ter a sensação que seus corpos não estão fora de nenhum padrão e acham que não é preciso perder peso, de acordo com uma pesquisa da Universidade do Texas (UT), EUA. Um estudo, que acompanhou quase seis mil pessoas, chegou a conclusão que 8% das mais de duas mil participantes que podiam ser consideradas obesas, disseram estar satisfeitas com seus corpos ou que alguns quilos a mais não fariam diferença.


"Quase um em cada 10 indivíduos obesos estão satisfeitos consigo mesmos e não percebem a necessidade de perder peso", diz Tiffany Powell, principal autora do estudo e pesquisadora do Centro Médico da UT. "É um número bastante grande de pessoas que não entendem sua própria condição e acreditam estarem saudáveis."


A partir de entrevistas com os participantes - onde eles indicavam em uma escala como eles se enxergavam e como gostariam de ser - , muitos deles mostraram uma grande diferença entre a autoimagem e a projeção dos seus próprios corpos. Esses indivíduos também acreditavam estarem saudáveis, mesmo sofrendo com pressão alta, colesterol muito acima do ideal, diabetes e hábitos tabagistas.


Além disso, o estudo mostrou que essas pessoas também tinham menos hábitos de visitar os médicos. Mais de 44% desses indivíduos não havia feito uma consulta médica no ano anterior à pesquisa, contra 26% dos pacientes obesos com uma noção mais real de sua própria condição.


Outro dado interessante foi que os pesquisadores notaram que os obesos com uma noção distorcida também relatavam menos episódios em que os médicos haviam sugerido dietas ou mudanças em hábitos alimentares.


"É importante identificar essa população, pois eles não parecem estar sendo acompanhados pelos profissionais de saúde, nem por pesquisas", diz Powell. "Entender e contabilizar essa distorção pode ser de importância vital para a prevenção e tratamento de pessoas obesas. Esses indivíduos acham que estão muito melhores do que realmente estão, visitam pouco o médico e talvez fosse importante que esses profissionais prestassem mais atenção para identificar melhor esses indivíduos", finaliza Powell. / com informações da American Heart Association.

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