Videogames com sensores de movimento trazem benefÃcios à saúde das crianças / Google
As crianças que vivem em paÃses desenvolvidos gastam, em média, de 38 a 90 minutos de seu dia em jogos eletrônicos. O hábito sedentário preocupa pais e profissionais da saúde, que têm se esforçado para descobrir meios de fazer com que meninos e meninas passem a praticar mais atividades fÃsicas e permaneçam por menos tempo em frente à s telas.
Uma pesquisa publicada no periódico BMJ Open nesta semana oferece uma alternativa que pode ajudar a resolver esse problema: cientistas australianos descobriram que substituir os jogos eletrônicos tradicionais por videogames com sensores de movimento - que exigem que o jogador se movimente para cumprir as tarefas da brincadeira, em vez de simplesmente apertar os botões dos controles - é tão benéfico à saúde infantil quanto a retirada total dos aparelhos da rotina das crianças.
Os responsáveis pela pesquisa em questão trabalharam durante o intervalo de 2007 a 2010 com um grupo de 56 crianças, com idades entre 10 e 12 anos. Essas crianças foram expostas a três diferentes situações, que duraram por perÃodos de oito semanas: primeiro, o uso de qualquer tipo de jogo eletrônico foi proibido em suas casas; depois, as crianças voltaram a ter acesso aos jogos eletrônicos tradicionais e, por fim, houve a substituição desses jogos tradicionais por videogames com sensores de movimento. Durante o estudo, todas as crianças usaram um acelerômetro preso ao quadril para medir os nÃveis de suas atividades fÃsicas, e escreveram um diário para registrar as atividades diárias e o tempo dedicado a elas.
Resultados - De acordo com os diários, em suas rotinas normais, as crianças passavam apenas uma hora e meia por dia em atividades que demandassem esforço fÃsico, enquanto quatro horas e meia diárias eram dedicadas ao lazer sedentário. Em mais da metade dessas quatro horas e meia, os meninos e meninas permaneciam em frente à s telas da TV ou do computador.
Após a proibição do uso dos jogos, a atividade fÃsica passou a ocupar aproximadamente quatro minutos a mais no dia a dia das crianças, e o tempo sedentário diminuiu em cerca de cinco minutos. Já a substituição dos jogos pelos novos tipos de videogame resultou em um aumento de atividade fÃsica de três minutos por dia, e reduziu o tempo de sedentarismo em seis minutos.
Segundo os autores do trabalho, apesar das diferenças alcançadas parecerem pequenas, elas são significativas. Para eles, os jovens estão sendo expostos à s inovações tecnológicas a uma rapidez que é cada vez maior e, portanto, várias pequenas mudanças no uso dessas inovações podem resultar em um grande impacto clÃnico.
Outra pesquisa - Um outro estudo australiano, publicado em maio pelo The Journal of Pediatrics, já havia destacado os benefÃcios dos videogames ativos à saúde infantil. O trabalho, feito por pesquisadores da University of Western, avaliou o gasto energético e a resposta vascular de crianças de 9 a 11 anos de idade em diferentes intensidades do jogo. A conclusão foi que esse tipo de atividade é uma forma de exercÃcio alternativa para combater o sedentarismo.