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Pesquisa brasileira mostra que chá verde pode melhorar crises de epilepsia

Uma pesquisa desenvolvida em Ribeirão Preto demonstrou as potencialidades do chá verde para amenizar as crises de pessoas com epilepsia. A partir de dados coletados em modelos animais a pesquisa mostrou que o chá verde contribui para um maior tempo de latência - tempo entre os primeiros indícios e o desencadeamento da crise em si - e para uma diminuição dos efeitos dessas crises.


"Normalmente as crises de epilepsia são classificadas de acordo com um índice comportamental - escala límbica - que vai da imobilidade, tida como o nível mais baixo, até a crise tônico-clônica - onde há enrijecimento dos músculos seguidos de contração e descontração intensa e repetitiva", explica Adriana Cardoso Gonçalves, pesquisadora da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) e uma das autoras da pesquisa. "O chá mostrou resultados promissores na latência e uma diminuição da agressividade dessas crises", diz.


O chá contribui para diminuição dos radicais livres, que foi medido através da variação do ganho de peso dos modelos animais observados. "Os radicais livres são associados ao aumento da incidência de crises de epilepsia, de acordo com estudos anteriores", explica Adriana. Os animais que foram tratados com chá verde tinham pouca variação de peso, indicativo da diminuição dos radicais livres no corpo.


Pesquisa


Os animais estudados foram divididos em diversos grupos, cada um acompanhados durante períodos que variaram de 2, 7 ou 15 dias. Todos foram induzidos a crises através de injeções de petilenotetrazol (PTZ), com exceção de uma série de indivíduos no qual foi injetada uma solução salina, por motivos de controle do experimento. Os benefícios foram nítidos nos indivíduos tratados previamente com chá verde.


"A diminuição só não foi mais positiva que nos indivíduos tratados com diazepan, medicamento aprovado pelos médicos para o tratamento desse tipo de crise. Nos animais do grupo principal, especialmente naqueles tratados durante o período de 7 dias os resultados foram significativos", afirma Adriana.


A pesquisadora lembra que os resultados de outros períodos também indicaram os mesmos resultados, mas foram descartados. "No caso do grupo tratado por 2 dias o período foi muito pequeno e os resultados poderiam não ter valor, e os números do grupo de 15 dias poderiam ter influências de outros fatores. Mas todos indicam o mesmo resultado positivo", detalha.


O próximo passo é dar continuidade no estudo, ampliando os indivíduos estudados. E apesar dos resultados animadores os testes clínicos ainda podem demorar um pouco. O trabalho foi orientado por Carolina Baraldi Restini, com contribuição de Bruna Furtado D'Ávila e Mariana Esteves Lopes e não contou com financiamento de nenhuma agência de fomento à pesquisa./ por Enio Rodrigo

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