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Pesquisa relaciona dieta à base de soja a ação contra tumores de mama

A relação entre o consumo da soja e seus produtos e o câncer feminino, especialmente o de mama, é controversa e não resolvida.


Uma pesquisa publicada na edição desta quarta-feira (9) da revista da Associação Médica Americana traz mais uma guinada na trajetória tortuosa dessa relação.


Pesquisadores chineses conseguiram relacionar a ingestão de produtos à base de soja com a diminuição tanto da mortalidade quanto do retorno do tumor em pacientes em tratamento para câncer de mama.


Para chegarem a essa conclusão, os cientistas acompanharam mais de 5 mil mulheres, durante cerca de 4 anos, em média, e registraram seu padrão dietético.


A soja e os produtos derivados dessa leguminosa contêm isoflavonas, um composto químico natural que atua sobre o estrogênio, um hormônio feminino. O estrogênio está diretamente ligado ao desenvolvimento e ao resultado do tratamento dos tumores malignos das mamas.


Nessas idas e vindas, típicas das pesquisas científicas, as isoflavonas já foram correlacionadas ao crescimento dos tumores de mama e ovários. Também já foram correlacionadas de forma positiva à saúde cardiovascular e dos ossos.


As mulheres orientais consomem soja e seus produtos com bastante frequência. Apesar de essas substâncias estarem cada vez mais presentes na dieta ocidental, seu consumo ainda é pelo menos 9 vezes menor do lado de cá do mundo.


Por outro lado, o mecanismo de ação dessas substâncias naturais é semelhante ao do medicamento mais utilizado e eficiente contra esses tumores, o tamoxifen.


Esses efeitos aparentemente opostos foram documentados em pesquisas que mostraram que as duas substâncias, a natural e o medicamento quimioterápico, podem trabalhar juntos - ou um contra o outro.


No estudo chinês, os pesquisadores de Xangai trabalharam com colegas norte-americanos e sua observação levou a um resultado surpreendente.


O consumo de soja e seus produtos no grupo estudado está inversamente relacionado à mortalidade por câncer de mama e também à recorrência do tumor.


Falando a favor dos resultados encontrados, os dados são de um grupo significativo de mulheres. Ao mesmo tempo, podemos argumentar que o período de acompanhamento foi relativamente curto.


O que podemos afirmar com certeza é que essa disputa científica ainda não está resolvida. Só nos resta aguardar novas evidências científicas.

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