X

Pouco calórico, aipo serve de alimento e tempero

Nativo da Europa, o aipo esteve presente em pratos e rituais de diversos povos ao longo da história. Na Grécia Antiga, suas folhas entravam na confecção de guirlandas fúnebres e coroas de vitória. Na mesa dos romanos, serviam como enfeite junto a buquês de flores. No Egito, a planta é consumida desde a época do faraó Tutancâmon, há cerca de 3.400 anos.


Na culinária moderna, desempenha um duplo papel: como tempero e como alimento propriamente dito. No primeiro caso, é empregado em caldos e bases para preparação de outros pratos. Também é servido cru como aperitivo e em saladas como a célebre Waldorf, além de incrementar sanduíches, sopas e musses.


Suas folhas têm sabor amargo e picante e são imprescindíveis no tempero de algumas sopas, ensopados de carne e molhos. Já as sementes são utilizadas para aromatizar picles, queijos, legumes, carnes e peixes assados.


Mas é no cardápio de quem está de dieta que o aipo parece indispensável. Segundo Analisa Leite, consultora da área de nutrição do Senac São Paulo, a razão reside no fato de ser um alimento hipocalórico, com menos de 20 calorias a cada 100 g. "Ele é diurético, o que acaba levando a uma perda de peso, e tem fibras que dão uma sensação de saciedade. Mas é importante lembrar que seu consumo leva à perda de líquido, e não de gordura", afirma.


Com 95% de água em sua composição, não se trata de um ingrediente rico em nutrientes. O salsão, como é conhecido o talo da planta, tem grande quantidade de vitamina A, enquanto o aipo como um todo é boa fonte de potássio.


Uma das hortaliças mais cultivadas nos países de clima temperado, é encontrada em inúmeras variedades, que são selecionadas ao longo do tempo e diferentes entre si pelo aspecto da planta e pela coloração da folhagem --além de pela dimensão e pela coloração do pecíolo (haste que une o limbo da folha à bainha ou diretamente ao ramo), que pode ser branco, amarelo ou verde.


Entre as variedades mais conhecidas, estão aipo-tronchudo, aipo-de-cabeça, aipo-branco, aipo-gigante e aipo-rábano --no caso deste último, somente a raiz é consumida.


Os chineses, que vêm usando o aipo selvagem desde o século 5º, desenvolveram suas próprias variedades. Lá, a hortaliça é mais fina, suculenta e de sabor ainda mais forte do que a do tipo europeu. É consumida sempre cozida, geralmente junto a outros vegetais.

Deixe a sua opinião

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Melhorias

Aquidauana realiza manutenção no entorno da Lagoa Comprida

s ações fazem parte da manutenção dos espaços públicos do município

Oportunidade

UFMS abre vagas para idosos em cursos de graduação em Aquidauana

As oportunidades fazem parte do edital publicado pela Pró-Reitoria de Graduação

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2026 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo