A enxaqueca é uma doença muitas vezes incapacitante. Alguns dos sintomas relatados, estão associados são não somente à dor, normalmente insuportável, mas, em alguns casos, à falsa percepção de ver imagens como 'focos de luz' ou de perder momentaneamente a visão. Outros sintomas associados são: tontura, náuseas, dificuldade de concentração, fotofobia (não suportar a luminosidade) ou os ruÃdos muito altos. Essas situações estão relacionadas a algo que os cientistas chamam de depressão cortical do cérebro.
A revista Annals of Neurology, em junho deste ano, publicou um artigo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Los Angeles, no qual é afirmado que as mulheres são mais susceptÃveis ao desenvolvimento de enxaqueca que os homens.
O desencadeamento da enxaqueca parece estar relacionado, segundo os pesquisadores, não somente a uma dilatação e posterior constrição dos vasos cerebrais - fato proposto no passado - mas sim a uma onda de excitabilidade cerebral. Esta excitação seria, portanto, a principal responsável pela sintomatologia.
EstatÃsticas demonstram que as mulheres apresentam três vezes mais episódios de enxaqueca que os homens. Segundo os pesquisadores, esses episódios seriam ocasionados pela maior predisposição do cérebro feminino, em reconhecer mais rapidamente os estÃmulos que desencadeiam a enxaqueca e seus sintomas. Essas conclusões foram feitas a partir de estudos com ratos machos, os quais, para desenvolver o distúrbio, necessitavam de um estÃmulo quase duas a três vezes maior, quando comparados à s fêmeas.
Os investigadores afirmam que o desenvolvimento da enxaqueca ultrapassa as simples variações hormonais, observadas no ciclo menstrual da mulher, mas se correlaciona também a fatores genéticos e ambientais, como a dieta, estresse e mudanças no padrão do sono.
Caso os resultados do estudo sejam realmente comprovados, em relação à predisposição da mulher à onda de excitabilidade cerebral, os pesquisadores acreditam que futuramente, novos tratamentos para enxaqueca poderão ser estabelecidos.
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