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Timidez depende mais de vivências do que de genética

Há uma década cientistas apontaram para possíveis fatores genéticos: uma mutação no gene 5-HTT tornaria o indivíduo mais propenso a desenvolvê-la. Porém, a maioria dos psicólogos aponta que a timidez é mais o resultado de um processo do que de genética. Ou seja, ela resulta de uma série de experiências vividas desde a infância, e de como essas vivências foram enfrentadas e superadas.


Como aponta o psicólogo René Schubert, "tal evento afetivo-social tem sua raiz em causas multifatoriais: educação familiar, experiências pessoais negativas no campo social, vivências culturais, autoimagem corporal, crenças pessoais que remetem ao sentimento de inadequação social, insegurança ou até fobia social".


Pais tímidos, rígidos ou superprotetores; tratamento severo ou hostil por parte de colegas, professores ou familiares; família muito crítica ou afetivamente fria são situações que comumente colaboram para o desenvolvimento da timidez. Isso porque, nesses contextos, a pessoa acaba desenvolvendo uma percepção depreciada de si mesmo.


Com a autoestima baixa, a pessoa torna-se muito suscetível a críticas e sente-se incapaz de realizar algo sozinho, de alcançar um nível mais alto profissionalmente, ou mesmo de ser amado e respeitado. "A insegurança, a falta de autoconfiança e a baixa autoestima também podem ser consequências dessa situação e tornar a timidez um grande problema na vida de um indivíduo", alerta a psicóloga Sâmara Jorge.

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