A verdadeira guerra que se travou nos últimos meses entre os deputados federais Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Marcos Feliciano (PSC-SP) envolvendo aquilo que alguns denominam ?agenda gay? continua sendo um dos assuntos mais comentados nas rodas de tererés e outras de conversas em Aquidauana. Seria esse um oportuno argumento para os que defendem que polÃtica e religião não se misturam, uma vez que as questões mais contundentes desta ?peleja? estão relacionadas ao posicionamento do cristianismo histórico sobre o assunto, ao qual Feliciano diz representar, sendo obreiro da Igreja Assembléia de Deus?
O Pantaneiro chegou a algumas dessas rodas. Um dos ouvidos, Tiago ?Roda? de Oliveira, manifesta?se contra as proposições que afrontam especialmente o direito a livre manifestação, inseridas na PEC da Diversidade Sexual. ?Precisamos ter o direito de dizer que a prática do homossexualismo é contra o que a BÃblia ensina?, diz, referindo-se ao livro-texto que norteia a fé cristã católica e evangélica. ?Querem nos calar?, diz um estudante que prefere ao anonimato com a observação de que não querer polêmicas envolvendo seu nome, mas dizendo ser um cristão católico.
Na mesma linha de raciocÃnio, Rangel Castilho, ex-diretor da Fundação de Cultura do MunicÃpio, condena a tendência de ?abolir do sistema qualquer resquÃcio de religião?. Para Cristiane Ocampos, que atua na área da educação, as opiniões divergentes devem ser respeitadas, tocando na questão mais debatida das tensas relações entre defensores do movimento gay e segmentos cristãos que é a liberdade de expressão bilateral. Referindo-se as questões mais polêmicas da ?agenda gay?, como a extinção dos nomes ?pai? e ?mãe?, proposta pela senadora Marta Suplicy, entende que ?a Igreja sempre vai condenar?.
Culpa do Jean?
O Analista e consultor polÃtico Rodrigo Flauzino, consultado sobre os ataques mútuos entre Jean Wyllys e o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Marcos Feliciano entende que o ex-BBB tem sido mais agressivo, querendo transformar a Câmara e a Comissão em palanque para aquilo que chama de ?gayzismo?, tentando impor na marra suas convicções, estilos e comportamentos.